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Juros futuros recuam, ainda em reação à atuação conjunta do BC e do Tesouro

Victor Rezende
·2 minutos de leitura

No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2022 caiu de 3,23% no ajuste anterior para 3,18% e a do DI para janeiro de 2023 recuou de 4,60% para 4,55% Sem novidades relevantes no campo fiscal, os juros futuros voltaram a se ajustar em queda nesta quarta-feira (14), ainda em reação à coordenação entre Banco Central e Tesouro Nacional para dar alívio aos mercados de títulos públicos e aumentar a demanda por esses papéis. Nesse contexto, comentários de dirigentes do BC foram monitorados pelos agentes, hoje. Na segunda etapa dos negócios, as taxas futuras abandonaram as mínimas do dia, com os investidores já se antecipando ao leilão do Tesouro de amanhã. No fim da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 caiu de 3,23% no ajuste anterior para 3,18% e a do DI para janeiro de 2023 recuou de 4,60% para 4,55%. Já a taxa do contrato para janeiro de 2025 cedeu de 6,43% para 6,41% e a do DI para janeiro de 2027 passou de 7,38% para 7,36%. Os juros futuros deram prosseguimento à queda já observada na terça (13) em reação à iniciativa do BC de fixar um limite para a rolagem de compromissadas que vencem no fim do mês e à decisão do Tesouro de passar a ofertar LFTs para 2022 e NTN-Bs com vencimento em 2023. Soma-se a esse cenário a mudança anunciada ontem à noite pelo BC de encurtar o prazo das operações compromissadas de seis para três meses nas pós-fixadas e de três para dois meses nas prefixadas. Em evento nesta manhã, o diretor de Política Monetária do BC, Bruno Serra, afirmou que a redução do prazo das compromissadas é algo natural diante das questões conjunturais que obrigaram o Tesouro a encurtar o perfil da dívida pública. Serra, além disso, enfatizou que a taxa básica de juros nas mínimas históricas não é o fator que tem dificultado o gerenciamento da dívida pelo Tesouro. “Se a Selic estivesse gerando dificuldade para a captação, o dinheiro estaria saindo de investimentos no Brasil. O investidor que está saindo de uma LFT tem ido para as compromissadas, ou seja, o problema não está na Selic.” Serra também indicou, durante “live”, que não existe uma relação mecânica entre uma possível retirada do “forward guidance” (orientação futura) e elevações de juros na sequência. O comentário foi em linha com o apontado na noite de terça pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, que voltou a dar ênfase à importância da política fiscal para a condução da política monetária. “Quando dissemos recentemente que, se não forem atendidas as condições fiscais, nós retiraríamos o instrumento do ‘forward guidance’, nós não queríamos dizer que subiríamos juros, e sim que esse instrumento estava condicionado a uma situação que pode não estar presente no futuro”, disse Campos Neto, em entrevista à CNN.