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Juros futuros fecham perto da estabilidade à espera do Copom

Victor Rezende
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No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2022 caiu de 3,47% no ajuste anterior para 3,46% e a do DI para janeiro de 2023 se manteve inalterada em 4,93% Às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, os juros futuros encerraram o pregão regular desta segunda-feira (26) em níveis próximos aos dos ajustes anteriores, com leve queda na ponta curta da curva e ligeira alta nos trechos de prazo mais longo. O alívio nos vértices curtos, porém, não apagou o estresse gerado pelo IPCA-15 de outubro acima do esperado e as pressões inflacionárias de curto prazo se mantêm no radar dos investidores. Assim, no fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 caiu de 3,47% no ajuste anterior para 3,46% e a do DI para janeiro de 2023 se manteve inalterada em 4,93%. Já a taxa do contrato para janeiro de 2025 avançou de 6,62% para 6,66% e a do DI para janeiro de 2027 subiu de 7,47% para 7,49%. Copom Os números acima do previsto do IPCA-15 de outubro continuam no radar dos agentes, cujo foco está voltado, agora, para a decisão do Copom. A expectativa de manutenção do juro básico em 2% é consensual, mas alguns players acreditam em uma modificação da comunicação do colegiado, com uma possível retirada da menção a cortes adicionais na Selic. No Boletim Focus de hoje, o ponto médio das estimativas do mercado para a taxa básica de juros no fim de 2021 migrou de 2,5% para 2,75%. Em relatório enviado a clientes, os analistas da Itaú Asset Management apontam que o Copom já havia indicado uma expectativa de aceleração da inflação na reunião de setembro, embora eles notem que a inflação observada “tem sido mais expressiva do que as projeções do BC indicavam”. Para a gestora de fundos do Itaú Unibanco, contudo, “não há necessidade de uma mudança significativa na visão futura da condução de juros expressa no comunicado”. Além disso, os analistas apontam que o Copom deve seguir atentamente as discussões fiscais, principalmente no contexto de discussões sobre o teto de gastos. O Focus também mostrou ligeiro avanço da projeção mediana do IPCA de 2021 de 3,01% para 3,10%, enquanto o ponto médio das expectativas para a inflação neste ano passou de 2,65% para 2,99%. Na sexta-feira (23), o resultado do IPCA-15 de outubro impulsionou a abertura das taxas futuras, especialmente nos vencimentos mais curtos e intermediários. No início do dia, houve uma tentativa de retirada de prêmio de risco, mas o movimento perdeu fôlego, alinhado à maior aversão a risco externa. Outros fatores que motivaram a abertura da curva de juros brasileira na semana passada também continuam sobre a mesa. Além da inflação, os volumes de títulos públicos leiloados semanalmente pelo Tesouro Nacional se mantêm em níveis elevados. Amanhã, o Tesouro oferta NTN-Bs com vencimento em 2025, 2030, 2040 e 2055. Como notam os estrategistas de renda fixa do Bradesco BBI em nota enviada a clientes, o lote maior de NTN-Fs ofertado na semana passada pressionou os vencimentos mais longos da curva e “indicou que o governo pode aceitar pagar taxas mais altas para financiar os vencimentos dos próximos meses”.