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Juros futuros fecham perto da estabilidade antes de IPCA e decisão do Fed

Victor Rezende

A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 2,19% no ajuste de ontem para 2,18% e a do DI para janeiro de 2022 passou de 3,12% para 3,13% Os juros futuros encerraram o pregão regular desta terça-feira (9) perto da estabilidade, com viés de alta, em um novo dia de liquidez reduzida, no momento em que os agentes aguardam os números oficiais de inflação e a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), amanhã.

Comentários do diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, também foram monitorados hoje pelos agentes do mercado, antes do início do período de silêncio dos diretores do BC, tendo em vista a reunião de semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom).

No fim da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 caiu de 2,19% no ajuste de ontem para 2,18%; a do DI para janeiro de 2022 passou de 3,12% para 3,13%; a do contrato para janeiro de 2023 se manteve inalterada em 4,22%; a do DI para janeiro de 2025 subiu de 5,77% para 5,80%; e a do contrato para janeiro de 2027 avançou de 6,71% para 6,73%.

Assim como os outros ativos, os juros futuros também foram influenciados pelo ambiente externo mais desafiador nesta terça-feira, o que fez os agentes embutirem mais prêmio de risco ao longo da curva a termo durante a manhã. O movimento perdeu força ao longo do dia e, assim, as taxas futuras encerraram o pregão regular apenas em leve alta, com exceção dos vértices de mais curto prazo.

O mercado de juros, assim, permaneceu em banho-maria no dia de hoje, à espera dos dados oficiais de inflação, que saem na manhã desta quarta (10), e da reunião do Fed. De acordo com a mediana das projeções coletadas pelo Valor Data, o IPCA deve apresentar deflação de 0,46% na passagem de abril para maio. Em 12 meses, a expectativa é de que o índice fique em 1,80%.

Em webinar promovido pelo Credit Suisse, o diretor do BC Fabio Kanczuk disse que a queda nas projeções de inflação do mercado tem peso grande na modelagem de estimativas da autoridade monetária. Além disso, ele se mostrou comprometido com a meta de inflação de 2021 e defendeu que, em momentos como o atual, de grande choque na economia, os benefícios de fazer mudanças mais bruscas na taxa de juros compensam mais do que os riscos de uma postura mais conservadora.