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Juros futuros fecham em queda com IPCA-15 no foco

Victor Rezende

No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2021 recuou de 4,66% para 4,63% e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 6,72% para 6,65% Os juros futuros encerraram o pregão regular desta sexta-feira (20) em baixa, em um dia marcado por alta volatilidade na curva a termo. Pela manhã, as taxas exibiram forte avanço, em linha com o movimento de recomposição de prêmio de risco observado na quinta (19), quando preocupações com uma forte aceleração do crescimento econômico no Brasil dominaram as atenções. Hoje, a percepção de que os núcleos de inflação continuam comportados predominou, em um dia de liquidez reduzida diante da proximidade das festas de fim de ano.

No fim da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 recuou de 4,66%, no fim do ajuste anterior, para 4,63%; a do DI para janeiro de 2022 cedeu de 5,46% para 5,41%; a do contrato para janeiro de 2023 passou de 6,06% para 5,99% e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 6,72% para 6,65%.

Destaque do dia, o IPCA-15 apresentou alta de 1,05% na passagem de novembro para dezembro, acima da estimativa de consenso do mercado (+0,95%). Os choques na oferta de proteína animal foram os principais responsáveis pela alta do indicador e, na avaliação de Alberto Ramos, chefe de pesquisa do Goldman Sachs para América Latina, continua a ver os núcleos de inflação em níveis baixos.

Ramos acredita que os núcleos e a inflação de serviços bem-comportados devem dar conforto ao Banco Central quanto ao prosseguimento do ciclo de afrouxamento. “No entanto, outras considerações, incluindo a gestão de riscos, devem levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a analisar cuidadosamente os dados, a fim de determinar se o custo-benefício de cortes adicionais moderados da taxa de juros no primeiro trimestre de 2020 é justificado”, escreveu o economista do Goldman Sachs.

Os economistas do Bradesco continuam a esperar uma redução de 0,25 ponto percentual nos juros em 2020, mas apontam que, no contexto de maior fôlego da atividade econômica, “o BC reiterou que seus próximos passos dependerão da evolução do cenário”. De acordo com o Bradesco, a dissipação dos choques observados no fim do ano nos preços e o ritmo gradual de retomada da atividade devem abrir espaço para a redução da Selic. “De todo modo, o desempenho da inflação em dezembro e em janeiro será fundamental para essa decisão”, dizem os economistas do Bradesco.