Mercado fechado
  • BOVESPA

    113.750,22
    +1.458,62 (+1,30%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    43.646,03
    -288,18 (-0,66%)
     
  • PETROLEO CRU

    46,09
    +0,45 (+0,99%)
     
  • OURO

    1.842,00
    +0,90 (+0,05%)
     
  • BTC-USD

    18.982,19
    -66,10 (-0,35%)
     
  • CMC Crypto 200

    365,19
    -14,05 (-3,71%)
     
  • S&P500

    3.699,12
    +32,40 (+0,88%)
     
  • DOW JONES

    30.218,26
    +248,74 (+0,83%)
     
  • FTSE

    6.550,23
    +59,96 (+0,92%)
     
  • HANG SENG

    26.835,92
    +107,42 (+0,40%)
     
  • NIKKEI

    26.751,24
    -58,13 (-0,22%)
     
  • NASDAQ

    12.509,25
    +47,00 (+0,38%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2497
    +0,0137 (+0,22%)
     

Juros futuros fecham em alta, à espera do Copom e com aversão a risco

Victor Rezende
·3 minuto de leitura

No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2022 subiu de 3,44% no ajuste anterior para 3,48% e a do DI para janeiro de 2023 avançou de 4,93% para 4,99% No dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia sua decisão, os juros futuros tiveram uma sessão de volatilidade elevada e terminaram o preção em alta ao longo da curva. Durante a manhã desta quarta-feira (28), as taxas chegaram a subir a níveis ainda mais elevados diante de uma aversão a risco externa. No entanto, durante a tarde, fatores técnicos e a desaceleração do câmbio após o leilão de dólares no mercado à vista fizeram com que as taxas chegassem a exibir queda firme, um movimento que foi revertido na reta final, com a aceleração do dólar e as notícias de um novo “lockdown” na França. Assim, no fim da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subiu de 3,44% no ajuste anterior para 3,48% e a do DI para janeiro de 2023 avançou de 4,93% para 4,99%. Já a taxa do contrato para janeiro de 2025 saltou de 6,67% para 6,70% e a do DI para janeiro de 2027 se manteve inalterada em 7,49%. A piora no quadro sanitário na Europa faz com que governos estudem adotar novamente medidas mais drásticas de isolamento social. Confirmando as expectativas da manhã, Alemanha e França foram em frente com medidas mais duras de restrição social, o que deixa o mercado apreensivo quanto aos rumos da atividade econômica global. O que também está no radar dos agentes é o estreitamento nas pesquisas de intenção de voto entre o democrata Joe Biden e o republicano Donald Trump em Estados importantes na disputa pela Casa Branca. Flórida e Pensilvânia estão no centro das atenções. O comportamento da curva foi bastante volátil ao longo do dia. Depois de forte abertura das taxas no início do dia, o leilão de dólares no mercado à vista acalmou o mercado, que já vinha embutindo prêmio de risco elevado ao longo dos últimos dias, especialmente no “miolo” da curva, nota Luis Laudisio, trader de renda fixa da Renascença. Ele aponta que a taxa do DI para janeiro de 2023, por exemplo, acumulou quase 0,60 ponto percentual de alta em menos de uma semana. Na avaliação de Ricardo Cará Monteiro, sócio e gestor da Macro Capital, o desempenho da bolsa vinha sendo melhor do que câmbio e juros nos últimos dias. “Mas quando vem a incerteza externa, a continuidade do imbróglio político permanecendo e o tempo jogando contra, você tem o ambiente certo para uma aversão a risco, como vimos hoje”, afirma Monteiro. Ele avalia, ainda, que esse movimento pode continuar nos próximos dias. “O mercado está sem uma boia para se apoiar neste momento e é aí que ocorre um reajuste de carteiras, com redução do risco.” Ao comparar os mercados de bolsa e de juros, ele nota que as taxas futuras já embutem um mau humor elevado com o cenário fiscal brasileiro. “O mercado atropelou, há muito tempo, a visão do BC de que a inflação é passageira e de que os juros devem permanecer baixos por muito tempo. O mercado de juros já embute um certo grau de percepção negativa de risco local que a bolsa não tinha, até porque o mercado de ações consegue se deslocar um pouco mais desses riscos”, afirma Monteiro. Os olhos e ouvidos dos investidores agora estão voltados à decisão do Copom, em um momento de ansiedade para saber se o comunicado terá um tom mais favorável a estímulos (“dovish”) ou mais inclinado ao aperto monetário (“hawkish”), diante da pressão inflacionária no curto prazo e dos riscos fiscais.