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Juros futuros fecham em alta, com riscos fiscais no foco

Victor Rezende
·3 minutos de leitura

A taxa do DI para janeiro de 2025 avançou de 6,59% para 6,63% e a do DI para janeiro de 2027 passou de 7,53% para 7,56% Os juros futuros encerraram os negócios desta sexta-feira (16) em alta firme em toda a curva, especialmente nos vértices curtos e intermediários. O tom positivo dos negócios no exterior ajudou a deixar as taxas em baixa na primeira etapa do pregão de hoje. No entanto, os riscos fiscais continuam sobre a mesa e ruídos relativos ao rumo das contas públicas têm deixado os agentes financeiros apreensivos. No fim da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subiu de 3,31% no ajuste anterior para 3,40% e a do DI para janeiro de 2023 saltou de 4,69% para 4,77%. Já a taxa do contrato para janeiro de 2025 avançou de 6,59% para 6,63% e a do DI para janeiro de 2027 passou de 7,53% para 7,56%. O mercado de juros chegou ao fim da semana com abertura das taxas futuras, em um ambiente ainda bastante delicado diante do ambiente fiscal mais ruidoso. Rumores quanto ao futuro do auxílio emergencial e do programa Renda Cidadã se mantiveram no radar dos investidores e geraram algum estresse no “miolo” da curva, no momento em que há relatos em Brasília quanto a uma possível extensão do decreto de calamidade pública por mais dois ou três meses. O ambiente fiscal conturbado tem dificultado a gestão da dívida pelo Tesouro Nacional. O secretário Bruno Funchal e o subsecretário da Dívida Pública, José Franco de Morais, participaram de uma “live” promovida pela XP Investimentos e, segundo participantes do evento, Franco teria demonstrado confiança de que “o encurtamento da dívida visto nos últimos meses não carrega um risco maior do que o que podemos absorver”. Além disso, Funchal teria enfatizado que não há espaço para aumentar os gastos e que é preciso cuidar da questão fiscal para que a curva de juros perca inclinação. Se já não bastassem os riscos políticos e fiscais que têm se mantido em vigor no Brasil, uma busca por segurança nos mercados internacionais intensifica a aversão a ativos brasileiros, o que já tem ficado claro nos leilões de títulos públicos. Ontem, mesmo diante de uma oferta reduzida de NTN-Fs, papéis preferidos de investidores estrangeiros, o Tesouro não conseguiu vender todos os títulos que vencem em janeiro de 2031, apesar de uma taxa de quase 8%. “Desde o início de agosto, o mercado tem discutido gastos, Orçamento, e como será o programa de renda básica que o governo deseja implementar. Tudo isso deixou os investidores bastante receosos em relação à rolagem da dívida diante do aumento de emissões do Tesouro e da discussão sobre o risco que tem se materializado, com abertura grande das taxas das LFTs”, afirma Carlos Menezes, gestor de renda fixa da Gauss Capital, para quem a dinâmica do mercado tende a continuar sendo bastante reativa a qualquer mínimo sinal de descontinuidade do regime fiscal.