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Juros futuros fecham em alta após leilão de NTN-B e com Copom no radar

Victor Rezende
·4 minuto de leitura

A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 6,60% para 6,66% e a do DI para janeiro de 2027 foi de 7,43% para 7,47% Embora a aposta de que a manutenção da Selic nos atuais 2% seja consensual, o mercado mantém uma dose de apreensão com o conteúdo do comunicado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o que deixou o ambiente volátil para os juros futuros nesta terça-feira (27). Os trechos intermediários e longos da curva, inclusive, foram pressionados desde o início do dia e fecharam a sessão regular em leve alta com apoio do leilão de NTN-B, cuja oferta se mostrou mais forte do que os leilões anteriores, enquanto a venda revelou demanda maior pelos papéis de prazo mais curto. No fim do pregão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 passou de 3,43% no ajuste anterior para 3,45% e a do DI para janeiro de 2023 avançou de 4,88% para 4,91%. Já a taxa do contrato para janeiro de 2025 subiu de 6,60% para 6,66% e a do DI para janeiro de 2027 foi de 7,43% para 7,47%. À espera da decisão do Copom, os juros futuros enfrentaram um dia de volatilidade, com os investidores ansiosos pelos sinais a serem dados pelo colegiado quanto aos rumos da política monetária. A comunicação e o “forward guidance” (orientação futura), em especial, devem ser observados com lupa pelos agentes financeiros em busca de pistas sobre os próximos passos da Selic em meio a uma pressão inflacionária no curto prazo e à continuidade dos riscos fiscais, que se mantêm no radar. “O Copom tem elementos mais do que suficientes que pode retirar do comunicado e continuar passando uma mensagem ‘dovish’ [mais favorável a estímulos] se ele quiser, mesmo com a aceleração da inflação. Resta saber como o mercado vai reagir. Qualquer sinalização menos ‘dovish’ pode ajudar na dinâmica do mercado no curto prazo e acreditamos que isso deve acontecer, já que o Copom tem demonstrado medo de ser mais ‘hawkish’ [inclinado ao aperto monetário]”, afirma um profissional de renda fixa que prefere não se identificar. Já na avaliação do Bank of America, a linguagem da declaração do Copom deve se tornar mais “hawkish”, já que a evolução do cenário doméstico justificaria essa mudança no tom, embora o cenário externo aponte para uma virada um pouco mais “dovish”. Na avaliação de David Beker e Ana Madeira, o Copom deve reconhecer os dados de atividade melhores do que o esperado, mas não deve deixar de lado os riscos à atividade. Eles também esperam que o comitê mencione as surpresas inflacionárias, ao mesmo tempo em que reforçará o provável caráter temporário. O BofA também espera que a menção à possibilidade de novos cortes nos juros seja removida do comunicado. Com o mercado de juros na sala de espera para o Copom, as taxas futuras exibiram abertura também como reflexo do leilão de NTN-B, disse Luis Laudisio, trader de renda fixa da Renascença, que aponta para a demanda forte pelos papéis atrelados ao IPCA. O Tesouro vendeu 99,4% da oferta de até 1,35 milhão de NTN-B para quatro vencimentos, mas chamou a atenção a venda de 1,08 milhão de papéis com vencimento em maio de 2025. Os investidores têm se mostrado receptivos aos papéis atrelados à inflação, especialmente em prazos mais curtos diante da pressão inflacionária observada recentemente. Durante a madrugada, a Fipe informou que a inflação na cidade de São Paulo acelerou para 1,10% na terceira leitura de outubro, acima do esperado pelo mercado. Na avaliação de Bertrand Delgado, estrategista do Société Générale, as taxas curtas devem continuar refletindo os níveis baixos da Selic, já que, na avaliação do banco francês, o Copom manterá a taxa inalterada em 2% ao longo do próximo ano, diante de um amplo hiato do produto e expectativas de inflação ancoradas. Delgado, contudo, acredita que a ponta longa da curva deve continuar a precificar a probabilidade de uma deterioração prolongada das perspectivas fiscais e da dívida, bem como o espaço limitado para aprovar reformas estruturais necessárias.