Juros futuros caem após declaração de Alexandre Tombini

Após oscilar entre pequenas altas e baixas, os juros futuros se firmaram no terreno negativo, atingindo as mínimas do dia até o momento. O movimento foi influenciado por declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Segundo ele, a inflação em 2013 será menor do que em 2012. Tombini afirmou também que a economia brasileira registrou no terceiro trimestre uma retomada mais lenta do que se supunha, mas que o crescimento é firme e está ganhando velocidade.

Para o economista-chefe da Planner Investimentos, Eduardo Velho, a afirmação "vai consolidando a tese de manutenção e prolongamento da taxa Selic em 7,25% ao ano", afastando, portanto, expectativas de altas. Assim, os juros futuros recuam, a despeito das altas do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) e do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas.

Mais cedo, os avanços de 0,63% do IGP-10 em dezembro e de 0,73% do IPC-S na segunda quadrissemana do mês trouxeram viés de alta para o mercado futuro de juros. Mas o movimento foi contrabalançado pela cautela com a situação fiscal dos EUA e, posteriormente, pela fala de Tombini. De acordo com operadores, o baixo volume de negócios contribui para a volatilidade.

Às 11h18, na BM&FBovespa, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 projetava taxa de 7,06%, mínima, de 7,09% no ajuste da sexta-feira; o DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 7,61%, de 7,63% na sessão anterior; e o DI para janeiro de 2016 apontava 8,13%, de 8,16% no ajuste da sexta-feira. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 8,42%, ante 8,45%, e o DI com vencimento em janeiro de 2021 projetava 9,12%, de 9,16%.

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