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Sentimento de risco em NY vacila e dólar opera volátil

Marcelo Osakabe e Victor Rezende
·2 minutos de leitura

Investidores avaliam ainda a ata do Copom referente à última reunião de política monetária Após ensaiar uma reversão do movimento registrado na sessão de ontem, o dólar comercial apagou as leves perdas registradas mais cedo e passou a subir rapidamente na última hora de negociação, reagindo ao movimentos dos índices acionários em Nova York, que também voltaram a flertar com o vermelho. Por volta das 13h30, a moeda americana avançava 1,45%, a R$ 5,4771, perto das máximas do dia. A falta de convicção ocorre em meio ao testemunho ao Congresso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. Até o momento, ambos não trouxeram novidades relevantes. Powell reiterou que os juros vão ficar perto de zero por um bom tempo em seus comentários iniciais. Ele também reiterou a necessidade de maior estímulo pelo lado da política fiscal e alertou que a economia americana irá sentir caso esses estímulos cheguem ao fim. Ontem, a combinação de tensões políticas nos Estados Unidos, receios sobre o retorno da covid-19 na Europa e denúncias sobre o setor bancário deixou investidores globais na defensiva. Estes fatores ainda assombram os mercados no momento. Há pouco, foi noticiado que os EUA ultrapassou a marca de 200 mil vítimas do novo coronavírus. Já no Reino Unido, o governo anunciou uma nova leva de medidas de restrição para tentar conter o ressurgimento da doença no país. Internamente, os agentes financeiros também assimilam a ata da última reunião do Copom, que não trouxe novidades relevantes em relação ao comunicado da útima quarta. Estrategistas do Citi citam, entre os destaques, o reforço de que a Selic está próximo de seu limite efetivo e de que reduções adicionais seriam feitas de forma mais gradual. Sobre o “forward guidance”, os analistas ressaltam que o comitê esclareceu as condições para sua implementação: inflação e expectativas ainda abaixo da meta, regime fiscal inalterado e expectativas de longo prazo ancoradas. “Para o real, a ata foi marginalmente positiva. No entanto, não esperamos nenhum efeito prático sobre a moeda que possa se sobrepor à sua sensibilidade às tendências globais, incluindo, porém não limitando-se, à eleição americana”, escrevem. O cenário político ainda bastante complicado ancora a posição comprada (apostando na alta) do dólar contra a moeda brasileira pelo Société Générale. "A redução dos conflitos entre setores do governo trouxe algum progresso nesse sentido. No entanto, a proximidade das eleições municipais e políticas populistas devem desafiar os esforços para reduzir a fragilidade fiscal local", notam estrategistas do banco francês. CC0 Creative Commons / pixabay