Juros fecham praticamente estáveis

Os juros futuros encerraram o último dia útil de 2012 perto da estabilidade, com viés de queda, com baixo volume de negócios e a falta de um acordo fiscal nos Estados Unidos. No Brasil, as contas do governo, abaixo do esperado, e o dólar comportado também impediram que as taxas futuras se distanciassem muito dos ajustes de quinta-feira (27).

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI com vencimento em janeiro de 2014 projetava taxa de 7,14%, na máxima, de 7,13% no ajuste da véspera, com apenas 38.280 negócios; o DI para janeiro de 2015 (31.765 contratos) indicava 7,71%, na mínima, de 7,73% de quinta; e o DI para janeiro de 2016 (23.245 contratos) apontava 8,19%, de 8,20% no ajuste anterior. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (32.485 contratos) tinha taxa de 8,44%, de 8,46% de quinta, e o contrato para janeiro de 2021 (875 contratos) tinha taxa de 9,16%, ante 9,18% no ajuste anterior.

O estrategista da Fator Corretora, Paulo Gala, resumiu: "foi um dia de mercado parado, à espera do que sairá das negociações políticas nos EUA". André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, acrescentou que "em dia de agenda econômica relativamente fraca e dados fiscais (domésticos) que não surpreenderam, o mercado futuro de juros acompanhou os EUA e o câmbio".

Nos EUA, seguem as discussões para evitar o chamado abismo fiscal, ou cortes de gastos públicos e aumentos de impostos que entrarão em vigor na virada do ano. Perfeito, da Gradual, ressaltou que o abismo fiscal traz pressão "deflacionista" para o Brasil.

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