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Juro vai a 4% no fim do ano e começa a subir no 1º semestre, dizem analistas

JÚLIA MOURA E LARISSA GARCIA
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Apesar de não ter surpreendido o mercado, o comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central desta quarta-feira (20) impulsionou a mudança nas expectativas de muitos analistas. A maioria agora espera uma alta na Selic, atualmente a 2% ao ano, ainda no primeiro semestre. As projeções também apontam a Selic ao redor de 4% ao fim de 2021. O mais recente boletim Focus do Banco Central, que reúne a estimativa de diversos economistas, aponta a Selic a 3,25% ao final deste ano. De acordo com Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos, a alta no juros pode vir ainda no primeiro trimestre. "Quando a autoridade monetária instituiu o 'forward guidance', antes da pandemia, os cenários macroeconômico global e local eram totalmente distintos. Hoje, a realidade é outra, com as projeções para a inflação doméstica subindo em relação à meta, preços das commodities pressionados pelo câmbio e a questão fiscal estressada." A gestora Reag revisou sua projeção e agora espera uma alta da Selic em março deste ano, ante previsão anterior de maio, mas mantém a expectativa de que a taxa encerre o ano em 3,5%. "O clima político adverso tornará mais difícil, para não dizer impossível, o controle dos gastos. Basta apontar a recente queda de popularidade do presidente da República para sabermos dos desafios existentes, isso sem contar uma segunda onda ainda mais persistente que irá aumentar a demanda por serviços públicos e tornar o clamor pelo retorno do auxílio emergencial um tema politicamente sensível", diz André Perfeito, economista-chefe da Necton. A corretora vislumbra uma alta no juros na reunião de março, para 2,25%. Para o fim de 2021, esperam a Selic a 4%. "O BC deixar claro que a queda do 'forward guidance' não implica alta imediata de juros é importante. A alta de juros é gradual", diz Andrea Damico, economista-chefe da Armor. Ela vê uma alta de 0,25 ponto percentual em maio e a Selic a 4% ao fim de 2021. "O que preocupa é a inflação de 2022." Para Elisa Machado, economista da ARX Investimentos, o BC irá se antecipar à inflação e estima a Selic entre 4,5% e 5% ao fim do ano. "É uma normalização da taxa de juros. Estamos com a Selic fortemente estimulativa." A casa também espera um aumento de juros no segundo trimestre. Segundo Nicola Tingas economista chefe da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), há relutância da autoridade monetária em promover alta imediata da taxa de juros. "Contudo, dentro das condições de alta expressiva do IPCA acumulado em 12 meses, que poderá atingir 6% até maio para depois se acomodar em 3,5% no final do ano, revisamos nossa projeção da Selic para dezembro de 2021, de 3% para 4%", diz Tingas. Segundo Eduardo Velho, economista-chefe da JF Trust Investimentos, o BC deve esperar a formação das presidências da Câmara e do Senado para indicar os próximos passos. "A definição das Casas trará maior certeza quanto à prorrogação ou não do auxílio emergencial, por exemplo." A disputa no Congresso acontece em fevereiro, antes da próxima reunião do Copom, em 17 de março. Já Gustavo Bertotti, economista-chefe da Messem Investimentos, espera a Selic no patamar atual até o segundo semestre deste ano. Ele estima que a Selic fechará 2021 em 3,5% ao ano. "A taxa é adequada para o nível de atividade. Nesse comunicado, o BC se mostrou bastante vigilante com a inflação." O professor da Fipecafi, ligada à USP, Samuel Durso, diz que a alta dos juros pode depender também do curso do programa de vacinação. "Para os próximos encontros [do Copom], a decisão vai depender de como a pandemia evoluir, e a vacina é fundamental. Precisamos ver como o governo vai estruturar a imunização, mas havendo um processo satisfatório é possível que nas próximas decisões o comitê já sinalize elevação da taxa, que deverá ser gradativa, mas ainda no primeiro semestre."