Juro futuro opera perto da estabilidade com volume baixo

Os juros futuros oscilam perto da estabilidade na manhã desta segunda-feira, com volume baixo de negócios e agenda doméstica esvaziada de indicadores econômicos. O boletim Focus do Banco Central trouxe poucas alterações nas projeções do mercado financeiro, sendo uma delas ligeira revisão para cima na expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no fim de 2013. A projeção para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano ficou inalterada.

Segundo operadores, não há notícias relevantes para movimentar o mercado. Assim, os juros futuros ficam "de lado". Às 11h25, na BM&FBovespa, o contrato para janeiro de 2014 projetava taxa de 7,25%, de 7,26% no ajuste da sexta-feira, com 30.640 contratos; o DI para janeiro de 2015 marcava 7,98% (16.305 contratos), de 7,99%; e o DI para janeiro de 2016 tinha taxa de 8,50% (3.690 contratos), igual ao ajuste. Entre os vencimentos mais longos, o contrato para janeiro de 2017 marcava 8,83% (9.460 contratos), ante 8,84% no ajuste e o contrato com vencimento em janeiro de 2021 apontava 9,53% (2.140 contratos), ante 9,54% na sexta-feira.

Na Focus, a projeção para o IPCA de 2013 subiu de 5,67% para 5,68%. A projeção suavizada do indicador de inflação 12 meses à frente, por sua vez, caiu de 5,53% para 5,47%. O IPCA para 2014 seguiu em 5,50% e, no Top 5 médio prazo, a expectativa do mercado financeiro permaneceu em 5,52% em 2013 e em 5,80% em 2014. Ainda na pesquisa feita pelo BC, a projeção para a expansão do PIB em 2013 seguiu em 3,10% e a para o crescimento do PIB em 2014 passou de 3,65% para 3,70%. As previsões para a Selic foram mantidas em 7,25% ao ano no fim de 2013 e em 8,25% ao ano no fim de 2014.

O IPC, que mede a inflação na cidade de São Paulo, acelerou a alta para 1,15% em janeiro, de 0,78% em dezembro, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A taxa do mês passado superou o teto das estimativas de instituições do mercado financeiro consultadas pelo AE Projeções (1,00% a 1,14%). O avanço foi liderado pelo grupo Alimentação (de 1,40% no fechamento de dezembro para 2,11% no fechamento de janeiro). Na terceira quadrissemana de janeiro, o IPC subiu 1,04%. Ainda em relação à inflação, a semana prevê a divulgação de um indicador com potencial maior para movimentar os juros futuros: o IPCA de janeiro (quinta-feira).

No exterior, os yields (retorno ao investidor) dos bônus da Espanha e da Itália operam em alta, enquanto os índices acionários das principais bolsas europeias operam em queda, em meio a preocupações políticas. Na Espanha, há acusações de corrupção contra o partido do governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy. Na Itália, o problema são as promessas do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi de, caso eleito, desfazer algumas das medidas de austeridade adotadas pelo governo de Mario Monti. O índice futuro do S&P 500 também está em baixa.

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