Juro futuro encerra em alta com Nuci e antes do IPCA-15

Sustentadas pela melhora do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci) e na véspera da divulgação do IPCA-15 de janeiro, as taxas futuras de juros passaram por uma recomposição e subiram nesta terça-feira, enquanto os investidores aguardam a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), na quinta-feira (24). De acordo com operadores, como o recuo dos juros foi pronunciado na sessão anterior, os investidores encontraram espaço para recompor prêmios em um mercado ansioso pelo documento do Banco Central.

Ao término da negociação normal na BM&F, o contrato para janeiro de 2014 (81.515 contratos) marcava taxa máxima de 7,17%, ante 7,13% no ajuste. O DI para janeiro de 2015 (140.525 contratos) indicava 7,88%, ante 7,81%. Entre os mais longos, o contrato para janeiro de 2017 (63.500 contratos) tinha taxa de 8,68%, ante 8,63% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (8.350 contratos) apontava 9,41%, ante 9,35%.

"A confiança da indústria veio melhor pela FGV e um pouco pior pela CNI. Mas o Nuci medido pela FGV teve ganho considerável e favoreceu a recomposição das taxas", afirmou o estrategista-chefe do Banco WestLB no Brasil, Luciano Rostagno. Um operador ponderou, contudo, que os indicadores da indústria apenas deram motivo para o movimento técnico de recomposição.

Logo cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Nuci da indústria avançou 0,4 ponto porcentual, para 84,5%, na prévia da Sondagem da Indústria de janeiro. Se confirmado, é o maior patamar desde janeiro de 2011. Na sondagem de dezembro, o resultado foi de 84,1%. A mesma FGV mostrou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) apontou um aumento de 0,2% em relação ao resultado de dezembro, atingindo 106,6 pontos.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por outro lado, divulgou que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) deste mês ficou em 56,7 pontos. Em dezembro, estava em 57,4 pontos e, em janeiro de 2012, em 57,3 pontos. O resultado do Icei de janeiro segue abaixo da média histórica de 59,3 pontos.

Em meio a essas informações, o mercado segue de olho na inflação e na posição do BC, na ata, em relação ao comportamento dos preços. Na segunda-feira (21), comentários de uma fonte do governo que circularam nas mesas de operação, de que a equipe econômica enxerga uma trajetória de declínio da inflação em direção à meta após fevereiro, derrubaram as taxas futuras. Neste pregão, porém, o mercado se acautelou para o IPCA-15 que sai na quarta-feira, que deve mostrar aceleração ante dezembro.

No exterior, o afrouxamento da política monetária no Japão frustrou o mercado, ao passo que o índice ZEW de expectativas da Alemanha veio melhor do que o esperado. Os indicadores dos EUA foram desfavoráveis e chegaram a pressionar um pouco os índices em Nova York, que depois voltaram a registrar leves altas.

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