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Juro baixo puxa captação mesmo com pandemia, diz Brasilprev

Josue Leonel
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A taxa de juros historicamente baixa e as regras mais duras de aposentadoria no Brasil permitem que a Brasilprev amplie a captação de recursos mesmo com a volatilidade causada pela pandemia, diz Ângela Beatriz de Assis, primeira mulher presidente da empresa.

Sob o comando de Ângela desde novembro, a Brasilprev viu sua base de clientes crescer para 2,31 milhões em janeiro deste ano, 7,5% a mais do que no mesmo período do ano passado, enquanto os recursos administrados subiram 7%, para R$ 312 bilhões.

Para este ano, ela estima aumento entre 4% e 7% nas reservas de previdência. A companhia, que tem o Banco do Brasil e Principal como acionistas, possui 30% de participação no mercado de previdência privada, com mais de R$ 300 bilhões em ativos sob gestão, segundo seu site.

Ângela afirma que a volatilidade causada pela pandemia deve continuar e uma estabilização do mercado só virá com o avanço da vacinação.

Entretanto, diz, a turbulência recente não mudou a tendência de busca pela aposentadoria privada, ampliada desde a reforma da Previdência, em 2019, e o processo de queda dos juros no país. Apesar de o Banco Central ter surpreendido com a elevação da Selic para 2,75% recentemente, historicamente a taxa ainda é “bastante baixa”.

“A recente elevação da taxa Selic não altera a nossa percepção sobre o crescimento da previdência privada”, afirma Ângela. “A queda do juro tem um papel muito relevante. O brasileiro estava muito acostumado a ter rentabilidade de dois dígitos com renda fixa”, diz a executiva, que atuou durante 28 anos no BB.

A presidente da Brasilprev diz que a estratégia de crescimento da empresa passa ainda pela educação financeira dos clientes, de maneira que os poupadores não saiam dos fundos em momentos de maior turbulência.

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