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Jurassic Park? Cientistas planejam criar híbrido de mamute extinto há 4 mil anos

·4 minuto de leitura

Se algum dia você sonhou em conhecer a Ilha Nublar, eternizada pela franquia Jurassic Park, saiba que cientistas estão se esforçando para recuperar espécies extintas, como os mamutes, e tornar essa vontade realidade. Nos últimos anos, os avanços da ciência permitiram feitos impensáveis e é neste cenário que a equipe da empresa Colossal — fundada por Ben Lamm — trabalha. Em no máximo seis anos, eles devem apresentar um híbrido que funde o mamute-lanoso (extinto) e o elefante asiático.

Pode parecer delírio a empreitada que busca reviver, em partes, um animal extinto há mais de 4 mil anos e que vivia em áreas congelantes na costa da Rússia, mas também pode não ser. Por trás do ambicioso projeto, há o desejo de evitar que outras espécies sejam extintas. “Há uma grande oportunidade de alavancar essas tecnologias não apenas para trazer de volta o mamute, mas para proteger espécies criticamente ameaçadas de extinção na Terra hoje”, aposta Lamm.

Mamute extinto há 4 mil anos pode voltar a viver no planeta Terra (Imagem: Reprodução/John Benitez/Unsplash)
Mamute extinto há 4 mil anos pode voltar a viver no planeta Terra (Imagem: Reprodução/John Benitez/Unsplash)

“Comecei a ler muito sobre a perda de biodiversidade devido às mudanças climáticas causadas pelo homem e algumas das estimativas mais conservadoras diziam que, entre agora e 2050, vamos perder de 10 a 20% de nossa biodiversidade”, conta Lamm. Diante dessa realidade, novas iniciativas devem aprender a preservar e trazer de volta espécies.

Técnica CRISPR e a volta dos mamutes

A provável volta dos mamutes e de outras inúmeras espécies só será possível com a técnica CRISPR. Esta é uma ferramenta de edição de genes que está em desenvolvimento desde os anos 2000 e funciona como um tipo de tesoura genética. Isso porque é possível usá-la para recortar ou acrescentar determinados trechos de um genoma em outro genoma. A técnica já foi experimenta, com sucesso, até no espaço por astronautas.

Para cortar e colar informações genéticas, os cientistas usam um fragmento de RNA com uma sequência curta, que servirá de guia e se ligará a uma parte específica do DNA de um genoma já existente. Este RNA também se ligará à enzima Cas-9.

Dessa forma, o RNA reconhece uma parte que precisa ser alterada do genoma e a enzima Cas-9 corta a parte selecionada. Após o DNA ser cortado, a própria célula afetada reconstrói a sua sequência de informações genéticas, incluindo ou eliminando trechos, conforme manda o RNA externo. Dessa forma, poderá ser expressa características que não ocorreriam de forma natural.

Como será possível criar o animal híbrido?

Agora, o processo de reviver uma espécie extinta é muito mais longo e complexo do que apenas a edição de um trecho do genoma. A história toda começa pela reconstrução do DNA do mamute-lanoso. Quando um animal morre, o DNA começa a se decompor, ou seja, as amostras de que os pesquisadores têm estão, na maioria das vezes, incompletas.

Dessa forma, os pesquisadores foram juntando ao máximo possíveis fragmentos genômicos e comparando o genoma do animal extinto com o de um parente genético próximo, no caso o elefante asiático. Assim, é possível obter um mapa genético quase completo das espécies.

Quando a empreitada da Colossal começou, outros cientistas já haviam sequenciado parte do genoma do mamute por amostragem de restos do animal que foram preservados na tundra congelada da Sibéria. Depois, a equipe comparou o genoma incompleto do mamute com o genoma do elefante asiático moderno. Ambos compartilham 99,6% do DNA. Dessa forma, foi possível identificar genes responsáveis ​​por muitas das características-chave do mamute, como tolerância ao frio, orelhas pequenas e pelo — elefantes têm uma cobertura de pelos bastante diferente.

Em 2015, os cientistas conseguiram copiar, com sucesso, os genes do mamute no genoma do elefante asiático, através da técnica CRISPR. Agora, os pesquisadores devem transformar essas informações genéticas editadas em células especializadas do híbrido, como células do sangue ou do fígado. Nesse contexto, será preciso entender como as células são afetadas pelas mudanças genéticas induzidas.

Depois, a equipe estaria, em tese, pronta para avançar e chegar ao desenvolvimento de embriões de mamutes, que poderiam ser cultivados em úteros artificiais ou carregados por elefantes asiáticos fêmeas. No fim, o resultado não deve ser uma réplica exata, mas um híbrido de mamute e elefante asiático. Só que a criatura terá as principais características dos mamutes, caso tudo corra conforme o esperado. Afinal, a teoria costuma ser mais fácil que a prática.

Fonte: Canaltech

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