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Junto a ministro da Defesa e sem máscara, Bolsonaro gera aglomeração e defende voto impresso

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - Sem usar máscara, o presidente Jair Bolsonaro voltou a provocar aglomerações neste domingo, contrariando recomendações do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, contra a disseminação da Covid-19 e, ao lado do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, voltou a defender o voto impresso e a afirmar que o Exército –que mais uma vez chamou de seu — não irá às ruas para cumprir medidas de restrição contra o coronavírus.

Sem apresentar provas, Bolsonaro voltou a colocar em dúvida o processo eleitoral eletrônico adotado desde 1996 no Brasil e disse ter certeza que o Parlamento aprovará uma Proposta de Emenda à Constituição para instituir o voto impresso.

"Com toda certeza nós aprovaremos isso no Parlamento e teremos uma maneira de auditar o voto por ocasião das eleições de 2022", disse Bolsonaro, que fez um passeio de motocicleta por Brasília, junto a dezenas de pessoas, a maioria sem máscara, na capital federal.

Ao contrário das afirmações do presidente, e como já esclareceu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a votação eletrônica existente no Brasil é auditável. As eleições no país são acompanhadas por observadores internacionais e, desde a adoção da urna eletrônica, nunca houve qualquer comprovação de fraude eleitoral.

No ano passado, Bolsonaro chegou a afirmar que apresentaria provas de fraude na eleição de 2018 e que ele venceu o pleito no primeiro turno. No entanto, o presidente jamais apresentou as provas que alega possuir.

O presidente voltou a dizer que o "meu" Exército não irá às ruas cumprir ordens de restrição à circulação para conter a disseminação da Covid-19, que já matou mais de 420 mil pessoas no Brasil.

"O nosso Exército são vocês, o que vocês quiserem, nós faremos", disse aos apoiadores. "Pode ter certeza, como chefe supremo das Forças Armadas, jamais o meu Exército irá às ruas para mantê-los dentro de casa", acrescentou.

Também sem usar máscara, Braga Netto falou rapidamente aos apoiadores do presidente e garantiu que os militares defenderão a Constituição.

"Estejam certos que as Forças Armadas estão prontas a defender a Constituição e operar sempre dentro do que está previsto nas quatro linhas", disse o ministro da Defesa.

A presença de Bolsonaro, Braga Netto e de parlamentares bolsonaristas gerando aglomeração e sem máscaras vai contra a recomendação de Queiroga, que disse em depoimento à CPI da Covid no Senado nesta semana que todas as aglomerações devem ser dissuadidas, não importa quem as promova. O titular da Saúde também defendeu o uso de máscara para conter a propagação do coronavírus.

(Por Eduardo Simões)