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Julian Assange pede liberdade por risco da COVID-19, mas justiça nega

Wagner Wakka

A justiça de Westminter, em Londres, recusou o pedido do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de ser liberado da prisão por conta do risco de contrair COVID-19. O advogado do jornalista entrou com um pedido na semana passada dizendo que seu cliente estaria vulnerável na prisão.

O Comitê de Justiça Comum do Reino Unido já informou que 13 detentos foram testados positivo para a COVID-19, contudo nenhum deles está na HMP Belmarsh, prisão em que Assange se encontra.

Esse foi o argumento utilizado pela corte para negar o pedido do jornalista, já que ele não está próximo dos infectados. Assange está preso em Londres esperando extradição para os Estados Unidos, onde deve ser julgado por 17 crimes contra o país. Ele foi preso pelo vazamento de dados confidenciais dos Estados Unidos nas guerras do Iraque e Afeganistão.

Nesta quarta-feira (25), Assange teve uma audiência remota, por videoconferência. Apesar da decisão da justiça, seu advogado, Edward Fitzgerald, ainda acredita que ele está em risco.

Em decisão, a juíza Vanessa Baraitser acredita que ele não terá problemas com a doença. “No momento em que estamos hoje, a pandemia por si só não oferece base para a soltura do Sr. Assange”, concluiu. Em resposta, o editor-chefe do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, chamou de “grotesca” a decisão e “meio desnecessária”. “Não é justiça, é uma decisão primitiva”, criticou.

O problema é que Assange tem histórico de fuga. Em 2012, ele foi para a Embaixada do Equador em Londres pedindo asilo para que não fosse preso.

O sistema carcerário inglês também está com regime de isolamento. Foram suspensas visitas e as prisões operam com equipe reduzida. Segundo o The Independent, 4.300 funcionários do sistema estão em quarentena e detentos não têm acesso à academia nem a atividades físicas. Somente podem ter contato com família por telefone.

Fonte: Canaltech

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