Mercado abrirá em 2 h 39 min
  • BOVESPA

    122.515,74
    +714,95 (+0,59%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.869,48
    +1,16 (+0,00%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,70
    +0,44 (+0,62%)
     
  • OURO

    1.808,30
    -9,80 (-0,54%)
     
  • BTC-USD

    38.633,49
    -974,66 (-2,46%)
     
  • CMC Crypto 200

    937,02
    -23,88 (-2,49%)
     
  • S&P500

    4.387,16
    -8,10 (-0,18%)
     
  • DOW JONES

    34.838,16
    -97,31 (-0,28%)
     
  • FTSE

    7.112,41
    +30,69 (+0,43%)
     
  • HANG SENG

    26.194,82
    -40,98 (-0,16%)
     
  • NIKKEI

    27.641,83
    -139,19 (-0,50%)
     
  • NASDAQ

    14.976,00
    +23,25 (+0,16%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1516
    +0,0075 (+0,12%)
     

Julho amarelo: o que é hepatite viral e como tratar?

·3 minuto de leitura

Em 2010, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou a campanha Julho Amarelo, cujo objetivo é conscientizar a população a respeito das hepatites virais, além de acender um alerta sobre as formas de prevenção e incentivar as pessoas a se vacinarem contra as hepatites A e B e buscarem o diagnóstico precoce. Mas você sabe do que se trata, exatamente, a hepatite viral?

O que é hepatite viral

Basicamente, a hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por diversos fatores: vírus — os principais são os vírus da hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e hepatite C (HCV) —, medicamentos, álcool e outras drogas, doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.

De acordo com a médica gastroenterologista do Hospital Santa Cruz, Daphne Benetti Morsoletto, as hepatites virais podem ser divididas em duas categorias.

  • Heptatites agudas: normalmente, é quando o contágio aconteceu nos últimos 30 dias e a apresentação é de início recente, com sintomas de fraqueza, mal-estar geral, náuseas, redução do apetite, desconforto abdominal e icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas)

  • Hepatites crônicas: quando o contágio aconteceu há mais de 6 meses, neste caso os sintomas são muito discretos ou, mais frequentemente, inexistentes. O paciente até pode sentir algo inespecífico como fadiga crônica, porém o diagnóstico geralmente é feito por alterações de exames laboratoriais coletados de rotina.

O que causa a hepatite

A especialista destaca diferentes formas de contaminação,o que depende do tipo de hepatite, e conta que a hepatite A é prevenida com cuidados de higiene, principalmente alimentar, com saneamento básico, tratamento de água, lavar bem frutas e verduras e evitar banhos em águas contaminadas.

Enquanto isso, a contaminação das hepatites B e C pode ocorrer quando em contato com sangue contaminado, compartilhando seringas, agulhas ou material para aspiração de drogas inaláveis (canudos de cocaína). A hepatite B pode ainda ser transmitida por via sexual, sendo de suma importância o uso de preservativos, alerta a médica especialista.

Hepatite tem cura?

Vacinação é a principal forma de prevenção contra as hepatites A e B (Imagem: twenty20photos/envato)
Vacinação é a principal forma de prevenção contra as hepatites A e B (Imagem: twenty20photos/envato)

A forma de prevenção também deve ser avaliada caso a caso, mas a maioria das hepatites tem cura. No caso da hepatite A, a cura é espontânea, não sendo necessário qualquer tratamento específico. Já hepatite C tem cura mediante a um tratamento supervisionado por médico, que dura em média três meses, usando medicamentos. A hepatite B, por sua vez, deve ser avaliada caso a caso.

No entanto, a vacinação ainda é a principal forma de prevenção contra as hepatites A e B. Em criança, para a Hepatite A, são administradas duas doses com seis meses de intervalo, aplicadas entre um ano e três meses e cinco anos de idade. Para a Hepatite B, as aplicações são em quatro doses, uma já nos primeiros dias de vida e as posteriores aos dois, quatro e seis meses de idade.

Em adultos, a imunização da hepatite A é feita com duas doses. Em qualquer momento, o adulto que não foi vacinado na infância pode receber a proteção. A segunda deve ser tomada seis meses após a primeira. Para Hepatite B, são três doses: são três doses, para quem não tomou durante a infância ou nunca teve a doença. A administração da segunda dose deve ser feita um mês após a primeira e a terceira, seis meses após a segunda.

Vale ressaltar que existe ainda a versão combinada que imuniza os vírus das hepatites A e B, porém ainda não há vacina contra o tipo C. Por este motivo, segundo a especialista, a melhor forma de evitar o contágio é a prevenção.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos