Mercado fechado

Juíza é morta a facadas pelo ex-marido na frente das filhas na véspera de Natal, na Barra

Redação Notícias
·3 minuto de leitura
A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi assassinada pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, 52, na noite da véspera do Natal. (Foto: Reprodução)
A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi assassinada pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, 52, na noite da véspera do Natal. (Foto: Reprodução)

A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi morta a facadas pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, de 52 anos, na noite de quinta-feira (24), véspera de Natal, no Rio de Janeiro.

O caso ocorreu na Avenida Raquel de Queiroz, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, no momento em que a juíza deixava as três filhas na casa de Paulo José, onde elas passariam o Natal. Ela morreu no local e ele foi preso em flagrante e levado para a Divisão de Homicídios (DH).

Após matar a ex-companheira, Paulo José ficou ao lado do corpo, olhando a vítima, até ser preso.

As filhas pequenas presenciaram a cena. Em vídeo que circula nas redes sociais, é possível escutar os gritos das crianças — gêmeas de 9 anos e uma de 12 — clamando para que o homem parasse de golpeá-la.

Viviane Vieira do Amaral Arronenzi era juíza há 15 anos. Atualmente, trabalhava na 24ª Vara Cível da Capital. Antes, atuou como magistrada na 16ª Vara de Fazenda Pública.

Em setembro, Viviane fez um registro de lesão corporal e ameaça contra o ex-marido, que foi enquadrado na Lei Maria da Penha. Ela chegou a ter escolta, mas pediu para retirá-la há um mês a pedido de uma das filhas.

JUÍZA DISPENSOU ESCOLTA

Viviane, que já havia sido ameaçada e agredida pelo ex-marido, com quem fora casada de 2009 a 2020, chegou a ter escolta oferecida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Mas apenas dois meses após o pedido, ela comunicou a Comissão de Segurança TJ, que não queria mais ser acompanhada por eles.

Leia também

A escolta foi colocada à disposição de Viviane depois de um pedido dela. A juíza tinha como proteção dois carros, com seis homens armados e com habilidades em artes marciais, lhe acompanhando durante 24 horas por dia.

Em comunicado, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) "lamentou profundamente a morte da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, vítima de feminicídio na Barra da Tijuca nesta quinta-feira (24)".

ENTERRO DEVE SER REALIZADO NESTA SEXTA

O corpo da juíza passou por necropsia durante a madrugada e está no Instituto Médico Legal (IML) do Centro do Rio. Familiares da magistrada chegara ao local por volta de 8h35 para a liberação do corpo. O enterro deve ser realizado nesta sexta-feira, mas horário e local ainda não estão definidos.

O Instituto Médico Legal tem até 15 dias para encaminhar a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) o laudo que apontará a causa da morte de Viviane. Procurado, o delegado Moyses Santana, titular da DHC, ainda não informou se o ex-marido da magistrada prestou ou não depoimento após ser preso.

Ainda na noite de quinta, funcionários do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) estiveram no IML para agilizar os trâmites do velório e enterro. Nesta manhã, dois servidores voltaram ao instituto.

Policiais do TJRJ que fizeram a escolta da magistrada por cerca de dois meses, contaram que a juíza "era uma pessoa super tranquila e que nunca impediu as filhas de verem o pai”.

“Levávamos ela e as crianças para verem o pai. As meninas ficavam um tempo e depois voltavam com a doutora. Ela nunca impediu que o pai visse as filhas”, contou um dos agentes que faz a escolta de Viviane.