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Juiz dos EUA rejeita acordo de US$2 bi da Bayer para ações futuras sobre Roundup

·1 minuto de leitura
Embalagens do Roundup para venda; produto tem gerado diversas disputas judiciais para a Bayer

Por Tom Hals

(Reuters) - Um juiz norte-americano rejeitou proposta de 2 bilhões de dólares da Bayer em troca de um acordo que resolveria todos processos futuros envolvendo alegações de que o herbicida Roundup causa câncer, afirmando em decisão publicada nesta quarta-feira que partes do plano são "claramente irracionais".

O juiz Vince Chhabria, do Tribunal Distrital de São Francisco, disse que a proposta "traria muitas vantagens para a Monsanto", companhia adquirida pela Bayer por 63 bilhões de dólares em 2018, e "muito menos para os usuários do Roundup" que estão saudáveis neste momento.

O acordo suspenderia por quatro anos litígios que relacionam o Roundup ao linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer. Além disso, impediria todos os usuários do herbicida de buscar indenizações punitivas ao final do período de "pausa" dos processos.

Em troca, os usuários do produto teriam direito a exames médicos gratuitos e compensações caso fossem diagnosticados com linfoma não-Hodgkin.

O acordo proposto em ação coletiva tinha como foco pessoas já expostas ao herbicida, caso ficassem doentes no futuro.

Em movimento feito em separado, a Bayer reservou até 9,6 bilhões de dólares para processos já em andamento que envolvem pessoas que culpam o glifosato --principal ingrediente ativo do Roundup-- por suas doenças.

O presidente-executivo da empresa disse a analistas neste mês que já foram fechados acordos para 90 mil ações, e que outros 30 mil processos ainda estão sendo negociados.

A Bayer tem afirmado que décadas de estudos mostraram que o Roundup e o glifosato são seguros para o uso humano. A companhia não respondeu a um pedido por comentários sobre a decisão judicial desta quarta-feira.

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