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Juiz diz que Apple se recusa a desbloquear iPhones de atiradores nos EUA

Wagner Wakka

A Apple se recusa a ajudar o FBI a acessar dois iPhones usados por atiradores na Flórida. Segundo o procurador-geral William Barr, a empresa “até o momento não deu nenhuma assistência substancial” para que o gabinete pudesse avançar nas investigações.

Em janeiro deste ano, o FBI havia enviado uma carta à Apple requisitando ajuda para desbloquear os dois aparelhos usados pelo atirador. De acordo com o procurador, a empresa não tem colaborado.

Em contrapartida, a Apple respondeu dizendo que não concorda com a afirmação. “Rejeitamos a caracterização de que a Apple não tem provido assistência substancial na investigação de Pensacola. Nossa resposta para os pedidos desde os ataques têm sido oportunas, precisas e ainda em andamento”, defendeu-se a empresa.

A gigante também disse que tem fornecido dados preciosos para a investigação, como conteúdos de backups do iCloud, além de dados de conta e de transações entre usuários. Por outro lado, o FBI parece querer desbloquear por completo os aparelhos.

A empresa já teve uma rusga semelhante com o FBI em 2015, também não aceitando desbloquear um iPhone de outro atirador em San Benardino (Califórnia). O gabinete chegou a processar a Apple para forçá-la a colaborar, mas depois abandonou a ideia após conseguir a colaboração de uma empresa que conseguiu desbloquear o dispositivo.

“Esta situação mostra perfeitamente porque é tão importante que o público possa ter acesso a uma evidência digital uma vez que ela seja obtida com base em uma ordem judicial”, rebateu Barr.

A discussão é uma polêmica mundial. Ao passo que a quebra da segurança do aparelho possa ajudar as investigações, também é um demonstrativo da fragilidade da encriptação do iPhone, o que a Apple não quer que aconteça. Ainda, ativistas ressaltam que ter uma forte segurança é importante para que minorias, jornalistas e militantes possam se assegurar no processo de combater regimes totalitários.

Fonte: Canaltech

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