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Juan Carlos I segue ameaçado por investigações após um ano no exílio

·2 minuto de leitura
Ameaçado

Um ano após a ida de Juan Carlos I da Espanha para os Emirados Árabes Unidos, as investigações sobre a fortuna do rei emérito prejudicam sua imagem e comprometem o retorno do pai do atual monarca, Felipe VI.

“Ele não vai voltar sem a aprovação” da Casa Real, prevê o jornalista José Apezarena, autor de vários livros sobre Felipe VI.

E "a posição da Casa Real é que ele não retorne até que seus problemas com a justiça acabem", acrescentou.

Em uma decisão que causou surpresa, Juan Carlos I, de 83 anos, anunciou há um ano que estava deixando a Espanha para evitar que seus assuntos pessoais prejudiquem o reinado de seu filho e manchem a instituição.

O ex-monarca é alvo de quatro investigações, três na Espanha e uma na Suíça. Suíça e Espanha estão analisando separadamente se ele recebeu propina para facilitar a licitação a um consórcio espanhol para a construção de um trem de alta velocidade na Arábia Saudita.

As suspeitas estão centradas nos 100 milhões de dólares(cerca de 512 milhões de reais) que o falecido rei saudita Abdullah supostamente depositou em uma conta em um banco suíço em 2008 à qual Juan Carlos teria acesso.

- Regularizações com o Tesouro -

Duas outras investigações também estão abertas na Espanha, uma pela suposta existência de um fundo fiduciário na ilha de Jersey vinculado ao rei emérito e outra pelo uso não declarado de cartões de crédito de contas que não estavam em seu nome.

Além disso, segundo a imprensa, sua ex-amante Corinna Larsen, uma empresária alemã que recebeu dinheiro de Juan Carlos I, o processou no Reino Unido por assédio e espionagem.

Monarcas espanhóis gozam de imunidade durante seu reinado, mas a abdicação de 2014 o deixou sujeito a consequências penais.

Durante o exílio, Juan Carlos saldou suas dívidas fiscais com as autoridades espanholas em duas ocasiões, com quase 680.000 euros em dezembro e quase 4,4 milhões de euros em fevereiro.

Esses gestos foram percebidos como uma tentativa de barrar as ações judiciais, mas, para autoridades fiscais, não são suficientes.

Abel Hernández, outro jornalista especialista em monarquia, acredita que o rei emérito retornará à Espanha no final do ano.

Ele é "o rei que trouxe a democracia para a Espanha, (...) ninguém ainda o acusou de nada e aparentemente regularizou sua situação com o Tesouro".

"Não parece muito normal ele continuar fora da Espanha", acrescentou Hernández.

ds/al/mb/jc

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