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Juíza argentina indefere ação por enriquecimento ilícito contra Kirchner

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(Arquivo) A vice-presidente argentina, Cristina Kirchner
(Arquivo) A vice-presidente argentina, Cristina Kirchner

Uma juíza argentina se recusou a reabrir um caso para investigar a ex-presidente Cristina Kirchner - atual vice-presidente do país - por enriquecimento ilícito, por entender que a investigação está incluída em outros processos em andamento.  

"Foi possível constatar que ela está sendo julgada em outros casos nos quais é acusada - entre outras questões - de supostos lucros indevidos entre 8 de maio de 2003 a 14 de dezembro de 2015, ou seja, um prazo que claramente inclui o que aqui é denunciado", justificou a juíza encarregada do processo, María Capuchetti.

Kirchner está sendo processada por suposta corrupção em obras públicas quando era presidente (2007-2015), no qual outros funcionários de seu governo e poderosos empresários da construção como Carlos Wagner, Benito Roggio e Ángelo Calcattera, primo do ex-presidente Mauricio Macri também são investigados. 

Todos são acusados de fazer parte de associação ilícita e de 175 casos de suborno entre 2003 e 2015. 

O caso é um anexo à chamada "causa dos cadernos", com base em supostas notas do motorista do Ministro do Planejamento em que constavam supostas entregas de dinheiro, embora as provas estejam sob análise da Câmara de Cassação Penal.

Kirchner, de 67 anos, responde a nove casos de suposta corrupção durante sua presidência, um dos quais tem um julgamento em andamento desde o último ano.  

A defesa da atual vice-presidente alega que as causas fazem parte de uma perseguição política durante o governo de seu sucessor na presidência, Mauricio Macri.

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