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JPMorgan projeta alta de 13% para ações na América Latina

Vinícius Andrade

(Bloomberg) -- As ações latino-americanas devem continuar se beneficiando do cenário de ampla liquidez e melhores perspectivas para a recuperação econômica global, de acordo com o JPMorgan.

“As questões idiossincráticas estão em segundo plano por enquanto e o ponto é se haverá apetite global por risco ou não”, disse Emy Shayo, estrategista de ações para América Latina do banco. “Há espaço para ganhos, apesar do estrutural pior.”

O JPMorgan espera que o índice MSCI EM Latin America encerre o ano a 2.200 pontos -- sugerindo alta de cerca de 13% em relação aos níveis atuais. O índice acumula queda de 33% neste ano, em meio ao severo impacto da pandemia sobre as economias da região.

O banco tem recomendação overweight para Brasil e Peru, neutra para Chile e Colômbia, e underweight para Argentina e México.

No Brasil, os juros em queda devem continuar estimulando a migração para ações, enquanto os lucros corporativos devem retornar aos níveis de 2019 já no próximo ano, segundo Shayo.

Em relação às reformas, a estrategista disse que o governo brasileiro ainda parece comprometido com o equilíbrio fiscal, apesar da recente turbulência no cenário político. Nesta quarta-feira, o ministro da Economia Paulo Guedes disse que a agenda de reformas estruturantes será retomada em um prazo de 60 a 90 dias.

“Talvez não haja nada tão revolucionário quanto a reforma da Previdência, mas acredito que a agenda de reformas pode ser retomada”, disse Shayo, acrescentando que temas como a lei do saneamento podem ganhar tração no curto prazo.

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