Mercado abrirá em 2 h 10 min
  • BOVESPA

    124.612,03
    -1.391,83 (-1,10%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.910,53
    +12,74 (+0,03%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,02
    +0,37 (+0,52%)
     
  • OURO

    1.799,10
    -0,70 (-0,04%)
     
  • BTC-USD

    40.192,91
    +2.646,95 (+7,05%)
     
  • CMC Crypto 200

    941,75
    +65,52 (+7,48%)
     
  • S&P500

    4.401,46
    -20,84 (-0,47%)
     
  • DOW JONES

    35.058,52
    -85,79 (-0,24%)
     
  • FTSE

    7.010,79
    +14,71 (+0,21%)
     
  • HANG SENG

    25.473,88
    +387,45 (+1,54%)
     
  • NIKKEI

    27.581,66
    -388,56 (-1,39%)
     
  • NASDAQ

    14.964,75
    +17,00 (+0,11%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1040
    -0,0044 (-0,07%)
     

JPMorgan fecha acordo para comprar 40% do banco digital C6

·4 minuto de leitura
JPMorgan fecha acordo para comprar 40% do banco digital C6

(Bloomberg) -- O JPMorgan Chase & Co. chegou a um acordo para comprar 40% do banco digital brasileiro C6 Bank e ingressar no mercado de varejo no Brasil.

Os termos financeiros do negócio, ainda sujeito à aprovação regulatória, não serão divulgados. Mas, segundo pessoa a par do assunto, o C6 obteve agora um valor maior do que os R$ 11,3 bilhões de uma injeção de recursos feita em dezembro do ano passado, quando tinha 4 milhões de clientes. Agora, o banco tem mais de 7 milhões de clientes. O JPMorgan pode acabar comprando 100% do C6 no futuro, a depender do andamento dos negócios.

A aquisição é parte da estratégia de varejo internacional do JPMorgan. O maior banco dos EUA anunciou em janeiro planos para expandir o negócio de varejo para além das fronteiras americanas pela primeira vez com um banco digital no Reino Unido, e, como parte desse esforço, comprou neste mês o gestor de fortunas digitais Nutmeg Saving and Investment.

O C6 foi fundado em 2019 por um dos ex-principais sócios do Banco BTG Pactual, Marcelo Kalim, e estava planejando fazer uma oferta pública de ações este ano.

A transação dará saída a 40 investidores privados, basicamente famílias e grandes investidores brasileiros, que compraram títulos híbridos de capital e dívida da Carbon Holding, controladora do C6, injetando R$ 1,3 bilhão em um negócio liderado pelo Credit Suisse AG em dezembro, segundo Kalim disse em uma entrevista.

Outro título conversível em ações de R$ 525 milhões emitido em julho do ano passado em transação liderada pelo Bradesco também será repago quando a transação for concluída, de acordo com Kalim.

Antes da fusão com o JPMorgan, o Chase chegou a ter um banco de varejo no Brasil, com agências e contas correntes, principalmente para pessoas físicas de alto poder aquisitivo até o início dos anos 1990.

O JPMorgan Chase tem presença local no Brasil há quase 60 anos. Hoje, oferece serviços de banco corporativo e de investimento, mercados, pagamentos de atacado e private banking internacional e gestão de fundos offshore. Em julho do ano passado, o JPMorgan comprou, por meio de sua unidade de investimentos estratégicos, uma participação minoritária em outra fintech brasileira, a FitBank Pagamentos Eletronicos SA, uma empresa de serviços de pagamento.

O C6 oferece vários produtos, incluindo contas correntes e de poupança em várias moedas, cartões de débito e crédito, programas de viagens e fidelidade, fundos de investimento de muitas gestoras no país, bem como produtos bancários e de pagamentos para pequenas empresas. Possui 1.600 funcionários.

O Brasil é um dos maiores mercados de banco de varejo do mundo e está enfrentando uma grande transformação regulatória, levando ao aumento da concorrência e a um boom de fintechs. Graças em grande parte ao uso de celulares, mais de 60% das transações bancárias no Brasil são realizadas digitalmente, de acordo com a federação de bancos do país, a Febraban.

Outros grandes investidores também têm buscado oportunidades. No início deste mês, a Berkshire Hathaway Inc. concordou em comprar uma participação de US$ 500 milhões no Nu Pagamentos SA, conhecida como Nubank, avaliando o banco brasileiro em US$ 30 bilhões, disse uma pessoa familiarizada com o assunto na época. O Nubank tem mais de 40 milhões de clientes.

O impulso digital do JPMorgan no exterior contrasta com sua estratégia de varejo nos EUA, onde está abrindo centenas de filiais em estados onde nunca esteve presente. O banco fez experiências com um negócio exclusivamente digital nos EUA em 2018 sob o nome de Finn, mas descartou o projeto apenas um ano depois de implementá-lo nacionalmente, dizendo que uma marca separada não era necessária. O JPMorgan obtém quase metade de sua receita de seus negócios de varejo nos EUA.

Os executivos do JPMorgan têm falado abertamente nos últimos anos sobre a busca por aquisições. O então diretor financeiro, Jenn Piepszak, disse em fevereiro que o banco tem “talvez um maior senso de urgência” à medida que aumenta a concorrência de empresas de tecnologia financeira e outros rivais.

(Atualiza com transação liderada pelo Bradesco no sexto parágrafo)

More stories like this are available on bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos