Mercado fechado
  • BOVESPA

    113.282,67
    -781,69 (-0,69%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.095,44
    -368,83 (-0,72%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,95
    +0,65 (+0,89%)
     
  • OURO

    1.748,00
    -1,80 (-0,10%)
     
  • BTC-USD

    42.588,63
    -2.017,03 (-4,52%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.059,78
    -43,28 (-3,92%)
     
  • S&P500

    4.455,48
    +6,50 (+0,15%)
     
  • DOW JONES

    34.798,00
    +33,18 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.051,48
    -26,87 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    24.192,16
    -318,82 (-1,30%)
     
  • NIKKEI

    30.248,81
    +609,41 (+2,06%)
     
  • NASDAQ

    15.316,25
    +12,75 (+0,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2589
    +0,0339 (+0,54%)
     

JPMorgan espera juros mais altos e crescimento mais fraco no Brasil em meio a pressões políticas e inflacionárias

·2 minuto de leitura
Homem passa pela sede internacional do JP Morgan Chase na Park Avenue, em Nova York

SÃO PAULO (Reuters) - Em meio a crescentes pressões políticas e inflacionárias domésticas, o JPMorgan elevou suas projeções para o patamar da taxa Selic ao fim do atual ciclo de aperto de juros e piorou sua perspectiva para o crescimento da economia brasileira neste ano e no próximo.

O banco revisou sua projeção para os juros básicos a 9%, ante 7,5% anteriormente, esperando três elevações de 1 ponto percentual até o fim de 2021 e uma alta final de 0,75 ponto no início de 2022.

Com a expectativa de uma política monetária ainda mais apertada, o JPMorgan revisou para baixo a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil a 5,1% neste ano e a 0,9% no ano que vem. As estimativas anteriores eram de expansão de 5,2% e 1,5%, respectivamente.

"As crescentes tensões políticas e pressões inflacionárias conduziram as projeções de juros para cima e de crescimento para baixo", escreveram em relatório Cassiana Fernandez e Vinicius Moreira, do JPMorgan.

O credor norte-americano destacou a recente turbulência na seara política local --intensificada na semana passada, durante manifestações do dia 7 de setembro, por ataques do presidente Jair Bolsonaro a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora o chefe do Executivo tenha moderado a retórica desde então, "o risco de tensões renovadas permanece alto antes do ciclo eleitoral de 2022", disseram Fernandez e Moreira.

A aflição política divide atenções ainda com uma inflação que "continua a surpreender para cima", segundo eles, o que está elevando a pressão para que o Banco Central aperte ainda mais sua política monetária.

O JPMorgan projeta alta de 7,9% do IPCA em 2021, patamar bem acima da meta de 3,75%, que tem margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Falando sobre as perspectivas para 2022, o JPMorgan afirmou que as condições climáticas terão papel importante na dinâmica de inflação em meio à grave crise no abastecimento dos reservatórios de água brasileiros.

"Continuamos a considerar um desdobramento mais favorável em relação à crise de fornecimento de água e energia... No entanto, vemos chances crescentes de um cenário negativo na crise hídrica, particularmente conforme as autoridades limitam o impacto nos preços, levando a escassez de energia não desejada."

(Por Luana Maria Benedito)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos