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JPMorgan eleva BRF a 'neutra' após queda na bolsa e melhora de preços; ação sobe

Logo da BRF

SÃO PAULO (Reuters) - Os analistas do JPMorgan elevaram nesta terça-feira a recomendação para a ação da companhia de alimentos BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão no Brasil, de 'underweight' a 'neutra', citando melhora de preços dos produtos da empresa, redução de custos com milho e avaliação mais razoável do papel.

Por volta de 13h, as ações da BRF subiam 1,49%, a 13,66 reais cada, estando entre as maiores altas do Ibovespa, que recuava 0,73% no mesmo horário.

"Estamos elevando BRF a neutra após a ação performar cerca de 19% pior do que o Ibovespa nos últimos 30 dias, antes do que esperamos seja um bom segundo semestre", escreveram Lucas Ferreira e equipe em relatório a clientes.

Os analistas disseram que uma combinação de melhora gradual nas cotações dos produtos da companhia no mercado local e ainda fortes preços internacionais devem dar suporte à ação.

"Após um primeiro trimestre fraco, os resultados da BRF vêm melhorando mais rápido do que projetamos, devido principalmente às margens no mercado internacional, especialmente nas regiões (de comida) Halal", disseram, em referência aos alimentos cuja preparação está de acordo com os preceitos islâmicos.

Eles disseram ainda que o destaque positivo no mercado internacional é a melhora de tendências nas exportações à China, tanto de suínos quanto de frango.

No Brasil, o JPMorgan disse que, segundo a BRF, os estoques se normalizaram ainda no segundo trimestre, o que sugere resultados melhorando provavelmente no terceiro trimestre.

Outro fator que sustenta a elevação da recomendação é uma avaliação do papel vista agora como mais "razoável", a 5 vezes o valor da empresa ('enterprise value') sobre o Ebitda projetado para 2023.

Ferreira e equipe citam também a queda de 11% a 12% nos preços domésticos de milho em comparação anual, o que deve aliviar pressão de custos.

Os analistas ressalvam, porém, que a falta de visibilidade da estratégia da nova gestão da BRF é um dos motivos para que permaneçam à margem quanto à companhia.

"Na nossa visão, a principal questão ainda a ser respondida no caso da BRF é como conciliar crescimento de volume, inovação e moderação em despesas com investimentos --dada a alavancagem da empresa", disseram.

A BRF anunciou no final de agosto Miguel Gularte como seu novo presidente-executivo, após renúncia de Lorival Luz. Gularte atuava como presidente da Marfrig, a principal acionista da BRF.

O preço-alvo da ação foi mantido pelo JPMorgan em 16,5 reais para o final de 2023

A BRF deve divulgar o resultado do trimestre de julho a setembro em 9 de novembro.

(Por Andre Romani)