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JPMorgan corta Hapvida e eleva Odontoprev; reitera Rede D'Or como preferida

(Reuters) - Analistas do JPMorgan cortaram a recomendação para a ação da Hapvida para 'neutra', e elevaram a da Ondontoprev para 'neutra', em relatório sobre o setor de saúde no qual reafirmaram REDE D'OR como sua preferida, reiterando a classificação 'overweight'.

No caso de Hapvida, que teve o preço-alvo reduzido de 9,50 para 5,50 reais, Joseph Giordano e Estela Strano enxergam ventos contrários mais fortes ao crescimento e à lucratividade, citando por exemplo que o mercado de trabalho provavelmente mais fraco no meio do ano deve prejudicar a expansão da base de membros.

Além disso, acrescentaram, o ambiente desafiador de precificação para recompor os níveis históricos de sinistralidade (MLR/ou 'medical loss ratio') deve permitir a normalização da rentabilidade apenas no segundo semestre de 2024, mesmo com sinergias esperadas da aquisição da Intermédica.

"Embora ainda vejamos a empresa como uma estruturante ganhadora de market share nos planos privados de saúde, principalmente se tivermos uma perspectiva positiva para o mercado de trabalho, acreditamos que os próximos 24-30 meses serão mais desafiadores do que o mercado espera."

Por volta de 13:25 (horário de Brasília), a ação da Hapvida cedia 2,5%, a 4,64 reais, pior desempenho do Ibovespa, referência do mercado acionário de ações no Brasil, que avançava 0,92%. Odontoprev subia 5,8%, a 9,20 reais.

Em relação a Odontoprev, a equipe do banco norte-americano elevou o preço-alvo, de 9,50 para 10,50 reais, vislumbrando um bom valor e papel de dividendo.

Para os analistas, a empresa deve registrar leve crescimento real dos lucros, colocando-a como "um player interessante de valor/dividendos, particularmente no contexto em que tem caixa líquido e deve 'se beneficiar' das taxas de juros mais altas".

Além disso, citaram chance de revisões para cima do lucro por ação devido ao menor perfil de sinistralidade nos planos de pequenas e médias empresas, enquanto a frequência de utilização de planos corporativos e individuais já foi normalizada.

Rede D'Or, por sua vez, é vista Giordano e Strano como menos dependente do macro, principalmente após a aquisição da SulAmérica. O preço-alvo é de 37 reais.

A companhia, segundo ele, domina os principais mercados privados de saúde - Rio de Janeiro e São Paulo -, o que oferece poder de negociação acima da média com os pagadores.

Em paralelo, acrescentam, "a aquisição da SulAmérica reduz o risco de seu plano de expansão, um ponto-chave de preocupação dos investidores, devido ao seu tamanho e foco nos mercados existentes, além do alto capex necessário nos próximos 3-5 anos para entregá-lo."

Eles calculam que a divisão hospitalar deve registrar taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 20% em 5 anos, suportando maior alavancagem operacional e um ritmo de crescimento de Ebitda de 22% no período com dependência limitada de questões macro, como planos de saúde.

A equipe do JPMorgan também tem recomendação "neutra" para a ação do Fleury, com preço-alvo de 19 reais; para Qualicorp (preço-alvo de 12 reais); Oncoclínicas (preço-alvo de 10,50 reais) e para Mater Dei, com preço-alvo de 11 reais.

Hermes Pardini, com preço-alvo de 14 reais, e Kora Saúde, sem preço-alvo estabelecido, têm classificação 'underweight'.

(Por Paula Arend Laier)