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JPMorgan Chase tem lucro recorde no Brasil, diz novo presidente

Cristiane Lucchesi
·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Logo após se tornar presidente do JPMorgan Chase no Brasil no ano passado, Daniel Darahem procurou executivos que haviam saído do banco e os convidou para um bate-papo com o presidente global, Jamie Dimon.

“Uma das minhas prioridades é aprimorar e continuar desenvolvendo a comunidade de ex-funcionários do banco, porque muitos deles agora são importantes clientes ou fazem parte de conselhos de empresas”, disse Darahem em uma de suas primeiras entrevistas desde que voltou a São Paulo de Hong Kong.

Darahem chamou vários ex-executivos do JPMorgan para participar de painéis na conferência anual do banco no Brasil, em dezembro, que aconteceu de forma virtual. Mais de 1.000 pessoas participaram, das quais cerca de 100 eram ex-funcionários. Dimon conduziu uma das discussões e teve uma segunda conversa, mais privada, com cerca de 10 clientes importantes. Entre eles estava José Berenguer, antecessor de Darahem que foi contratado pela XP Inc. no ano passado.

A conferência teve uma história positiva para contar. A receita da operação local atingiu um recorde em 2020 e, nos 12 meses até setembro, os ativos totais quase dobraram e o lucro cresceu 65%.

A alta volatilidade dos mercados desencadeada pela pandemia do Covid-19 ajudou a impulsionar a receita dos negócios de trading do JPMorgan, incluindo market making para clientes, enquanto o ano recorde para vendas de ações por empresas brasileiras impulsionou o lucro da divisão de banco de investimento. O JPMorgan também ganhou espaço no mercado de renda fixa, subindo quatro degraus e conquistando o primeiro lugar entre os bancos líderes na venda de títulos de dívida globais de emissores brasileiros em 2020, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Os ativos totais da unidade brasileira subiram para R$ 118,8 bilhões em setembro, mostram os números do Banco Central. Isso coloca o JPMorgan acima do Citigroup Inc. como o segundo maior banco estrangeiro do Brasil por ativos. O Banco Santander é o primeiro.

Entre executivos importantes que saíram do JPMorgan estão Patricia Moraes, ex-chefe do banco de investimentos no Brasil, que em 2018 se tornou sócia da empresa de private equity da família Trajano. Giovani Silva, ex-chefe de mercados do JPMorgan para a América Latina, criou seu próprio fundo de hedge em 2019, chamado BlueLine Asset Management.

Darahem, que está no banco com sede em Nova York há cerca de 20 anos, conhece bem os ex-executivos do JPMorgan. Antes de se mudar para Hong Kong em 2016, ele foi co-chefe do banco de investimentos no Brasil e chefe de mercados de capitais de renda variável para a América Latina.

“Voltei para uma máquina muito bem azeitada, que tem sido bastante lucrativa”, disse Darahem, que foi chefe de mercados de capitais de renda variável para as regiões da Ásia-Pacífico enquanto estava em Hong Kong. “Os lucros tiveram aumento de dois dígitos em dólar.”

A XP é um cliente de longa data do JPMorgan, que atuou como líder em muitas das ofertas de ações da empresa brasileira. E recentemente eles começaram outra parceria: a XP está distribuindo fundos de investimento globais administrados pelo JPMorgan para seus clientes locais brasileiros, que estão em busca de rendimentos para ajudar a compensar as taxas de juros reais negativas.

“É uma grande oportunidade para nós, vender fundos de nossa gestora global para os brasileiros, que estão investindo muito mais em ações e alternativos”, disse Darahem.A crescente indústria de fundos local também está beneficiando o JPMorgan, uma vez que essas novas empresas demandam mais crédito, serviços de prime brokerage, trading de ações, renda fixa e derivativos em várias moedas. Mais de 90 gestoras de fundos de investimento foram criadas no ano passado na indústria de R$ 6 trilhões, de acordo com a Anbima, a associação de mercados de capitais.

“Quanto mais desses fundos, melhor”, disse Darahem, acrescentando que o JPMorgan espera um forte crescimento nos mercados de ações do Brasil.

“Uma área específica na qual vamos focar no futuro são os derivativos de ações, para monetizar as posições de ações,” disse ele. “Esse negócio tende a crescer com taxas de juros baixas e mais trading, e somos extremamente competitivos nisso.”

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©2021 Bloomberg L.P.