Mercado abrirá em 5 h 49 min
  • BOVESPA

    113.430,54
    +1.157,53 (+1,03%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.564,27
    +42,84 (+0,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,13
    +0,26 (+0,33%)
     
  • OURO

    1.941,90
    -3,40 (-0,17%)
     
  • BTC-USD

    23.118,66
    +314,82 (+1,38%)
     
  • CMC Crypto 200

    524,33
    +5,54 (+1,07%)
     
  • S&P500

    4.076,60
    +58,83 (+1,46%)
     
  • DOW JONES

    34.086,04
    +368,95 (+1,09%)
     
  • FTSE

    7.771,70
    -13,17 (-0,17%)
     
  • HANG SENG

    21.973,24
    +130,91 (+0,60%)
     
  • NIKKEI

    27.356,80
    +29,69 (+0,11%)
     
  • NASDAQ

    12.109,25
    -42,75 (-0,35%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5220
    +0,0064 (+0,12%)
     

JPMorgan processa por fraude empresária que saiu na Forbes

Seis anos atrás, a empresária lançou a fintech Frank, que operava auxiliando estudantes universitários a receberem auxílio estudantil do governo americano

JPMorgan Chase processa empreendedora por mentir sobre número de clientes de sua finntnech (REUTERS/Andrew Kelly)
JPMorgan Chase processa empreendedora por mentir sobre número de clientes de sua finntnech (REUTERS/Andrew Kelly)
  • Charlie Javice teria inventando 4 milhões de clientes para sua fintech;

  • Empresária contra-atacou o JPMorgan Chase com seu próprio processo;

  • Empreendedora saiu na lista 30 Under 30 da Forbes.

O banco de investimentos JPMorgan Chase, um dos maiores e mais importantes do mundo, está processando a empreendedora Charlie Javice por fraude. Segundo a instituição financeira, Javice teria inventado 4 milhões de clientes para sua startup, Frank.

Seis anos atrás, a empresária lançou a fintech Frank, que operava auxiliando estudantes universitários a receberem auxílio estudantil do governo americano e conectando-os com oportunidades de bolsas de estudo. Segundo Javice, sua startup alcançou cerca de 5 milhões de estudantes, feito que a fez entrar para a lista "30 abaixo de 30" da Forbes, que nomeia 30 empreendedores com menos de 30 anos de idade, em 2019.

Vendo o sucesso da Frank, em 2021 o JPMorgan, maior instituição mundial de serviços financeiros e terceira maior empresa do mundo, decidiu adquirir a startup pelo valor de US$ 175 milhões, ou aproximadamente R$ 1 bilhão na conversão da época. “Queremos construir relacionamentos duradouros com nossos clientes”, disse Jennifer Piepszak, co-CEO da Chase, na época.

“Frank oferece uma oportunidade única para um envolvimento mais profundo com os alunos. Juntos, seremos capazes de expandir nossas capacidades para os alunos e suas famílias, ajudando-os a se preparar financeiramente para a faculdade e outros momentos importantes em seu futuro.”

JPMorgan processa Javice

No entanto, segundo a Forbes, mesma empresa que colocou Charlie Javice sob os holofotes mundiais, o JPMorgan está processando a fundadora por ter inventado 93% de sua base de clientes. De acordo com o banco de investimentos, a Frank tinha menos de 300 mil clientes quando o acordo foi assinado.

A instituição alega que descobriu a fraude após tentar entrar em contato com os clientes via e-mail, e perceber que cerca de 3/4 das mensagens retornaram. Das que foram entregues, apenas 1% foi aberta. Um resultado "desastroso", conforme as alegações.

Em sua investigação, o JPMorgan Chase eventualmente descobriu faturas que mostram que a fundadora do Frank pagou pela criação de uma lista fictícia de clientes.

Charlie Javice entra com uma ação judicial própria

Ainda segundo a Forbes, Javice entrou com seu próprio processo contra o JPMorgan, alegando que as acusações são falsas e foram feitas como forma de rescindir seu contrato de trabalho com o banco e economizar milhões devidos em compensações a ela.

Em seu processo, o advogado de Javice, Alex Spiro, afirmou que após as negociações terem sido concluídas rapidamente pelo JPMorgan Chase, eles perceberam que "não poderiam contornar as leis de privacidade estudantis existentes, cometeram má conduta e tentaram renegociar o acordo".

"As acusações feitas pelo JPMC não passam de um disfarce", concluiu.