Mercado fechado
  • BOVESPA

    130.091,08
    -116,88 (-0,09%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.908,18
    -121,36 (-0,24%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,56
    +0,44 (+0,61%)
     
  • OURO

    1.857,00
    +0,60 (+0,03%)
     
  • BTC-USD

    40.015,74
    -120,15 (-0,30%)
     
  • CMC Crypto 200

    992,18
    -18,43 (-1,82%)
     
  • S&P500

    4.246,59
    -8,56 (-0,20%)
     
  • DOW JONES

    34.299,33
    -94,42 (-0,27%)
     
  • FTSE

    7.172,48
    +25,80 (+0,36%)
     
  • HANG SENG

    28.609,37
    -29,16 (-0,10%)
     
  • NIKKEI

    29.384,75
    -56,55 (-0,19%)
     
  • NASDAQ

    14.040,25
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1127
    -0,0052 (-0,08%)
     

Jovens usam mais bancos digitais do que tradicionais no dia a dia

·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A garota-propaganda vai combinando as cores do cartão de crédito com a roupa, enquanto faz uma dancinha no TikTok; a conta oficial do banco no Instagram quase parece o ensaio de uma revista de moda; o perfil no Twitter de outra instituição dá dicas financeiras com memes de desenhos e programas de TV.

Os bancos digitais estão ganhando terreno com o público mais jovem --e querem conquistar cada vez mais esse consumidor. A maioria dos brasileiros entre 16 e 24 anos (51%) já usa mais as novas instituições do que as tradicionais para as operações do dia a dia, como depósitos, saques e pagamentos, de acordo com uma pesquisa exclusiva do Ipec feita em abril.

Para Maxnaun Gutierrez, executivo de Produtos e Pessoa Física do C6 Bank, é preciso se aproximar do público jovem onde ele já está presente. "Estamos nas redes sociais mais populares entre eles (como Instagram e TikTok) e fazemos ações específicas, como patrocinando Koel, principal liga independente de futebol virtual do Brasil."

"Queríamos atrair o jovem e sabíamos que ele chegaria primeiro, mas desenvolvemos um aplicativo que também fosse fácil e acessível para todos os públicos", diz Gutierrez. Ele ressalta que a abertura de contas, por exemplo, é inspirada nas redes sociais, principalmente nos aplicativos de mensagem instantânea.

O executivo do C6 Bank também reforça que, mesmo o consumidor mais jovem sendo a primeira fronteira de avanço dos novos bancos, a digitalização financeira se alastrou por outras faixas de idade --e que a pandemia do novo coronavírus acelerou essa tendência.

Entre os públicos de todas as idades, 57% dos entrevistados possuem contas em bancos digitais. Dentro desse grupo, 47% são correntistas em bancos tradicionais e digitais ao mesmo tempo e 10% abandonaram os bancos convencionais.

A pesquisa aponta esse novo comportamento do consumidor de forma mais clara: pelos dados, 36% dos entrevistados disseram que abriram conta em um banco digital desde o início da pandemia. Além disso, 78% deles passaram a usar mais suas contas digitais nesse período.

Segundo Cristina Junqueira, uma das fundadoras do Nubank, a linguagem mais simples e direta usada para falar de assuntos complexos, como investimentos e finanças pessoais, ajuda a aproximar o banco do público mais jovem. "Há uma identificação natural entre o consumidor mais jovem, que já cresceu no ambiente digital, podendo resolver diferentes aspectos da vida na palma da mão, e a nossa marca."

Ela também lembra que a chegada de clientes mais velhos, muitas vezes, passa pela indicação desses consumidores mais jovens. "São filhos que indicam pais, avós ou ensinam a um colega mais velho as facilidades de utilizar serviços financeiros digitais.

Segundo o banco Inter, atualmente, mais de 60% dos clientes têm entre 18 e 34 anos e a comunicação com esses clientes se dá por meio de campanhas e nas redes sociais. "Muitos clientes chegam à plataforma para experimentar o serviço de forma gratuita e passam a usar os nossos serviços e produtos. É uma tendência irreversível", diz a instituição.

Outro incentivo para os novos bancos ganharem força junto ao público, segundo as instituições, se deu pelo pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia, já que o benefício poderia ser transferido para as contas digitais antes do calendário previsto.

Segundo reportagem recente do jornal Folha de S.Paulo, enquanto empresas de outros setores fecharam as portas em meio à crise gerada pela pandemia, ao menos 40 instituições financeiras iniciaram suas atividades no ano passado, segundo o Banco Central. O distanciamento ajudou a criar um ambiente propício para que surgissem mais fintechs e bancos digitais, especializados em tecnologia e serviços por aplicativos.

Outro levantamento, da Cantarino Brasileiro a pedido da Akamai Technologies, aponta que o número de clientes de instituições financeiras que afirmam ter conta em um banco digital mais do que dobrou em um ano.

A pesquisa do Ipec ouviu 2.000 pessoas, entre os dias 22 e 28 de abril, das classes A, B, C. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

*

NA PALMA DA MÃO

51% dos brasileiros entre 16 e 24 anos já usam mais bancos digitais do que tradicionais

57% dos brasileiros com acesso à internet já têm conta em bancos digitais

36% dos consumidores abriram conta em bancos digitais durante a pandemia

17% dos estão há mais de um ano sem visitar uma agência física, por conta da pandemia

Fonte: Ipec