Jovens priorizam qualidade da internet na hora de escolher o hotel, diz estudo

SÃO PAULO - Os jovens da geração Y estão cada vez mais exigentes na hora de escolher o hotel em que irão se hospedar. Uma pesquisa realizada pela consultoria Mapie, especializada em hospitalidade, mostrou que essa geração prioriza cinco itens na hora de escolher um hotel – localização, qualidade da cama, preço, qualidade do chuveiro e a qualidade da internet.

Por outro lado, entre os itens menos relevantes para esse público, está a existência de spas, business center, área de fitness, mesa de trabalho no quarto e piscina na área comum do hotel.

Segundo dados da CIA World Factbook, mais de 1,7 bilhão de pessoas no mundo ocupam essa faixa etária que vai dos 15 aos 30 anos, dentro de uma média de 28 anos. O seu poder de compra é maior do que qualquer outra geração que os precedeu, com gastos anuais que somam R$ 32 milhões.

Tipos de hotéis
No modelo desejado de hotelaria, a pesquisa aponta que 44,7% dos entrevistados têm o design moderno e atraente como primeira prioridade, além da ampla disponibilidade de tomadas e de wifi, com 21,2% das preferências, seguida de oferta de cosméticos de qualidade nos quartos (16,3%) e opções de refeições saudáveis (10,6%).

O estudo ainda mostrou que esse hóspede também quer que haja um lobby integrado ao restaurante, um bar de renome, aplicativos on-line disponíveis para reservas e check-in, itens automáticos nos apartamentos, atendimento informal e um espaço com videogames de última geração, nesta ordem de importância.

De acordo com as sócias diretoras da Mapie, Tricia Neves e Carolina Haro, “as formatações atuais dos empreendimentos hoteleiros no Brasil ainda são compostas por modelos ultrapassados. Para os jovens, a presença de business center, banheira e uma infinidade de canais de tevê a cabo não são itens importantes”, afirmam.

Reservas
Com relação as formas de fazer a reserva, a preferida deste público é a utilização do site do hotel, seguida pelo telefone e a agência on-line.

Na quarta posição, aparece a agência tradicional (física), seguida pelo Facebook e o App do hotel.

Entre os cinco processos considerados mais “chatos” para este público durante a hospedagem, o destaque ficou com o check-in, seguido pela reserva no hotel, o check-out, a limpeza do apartamento e os problemas de conexão com a Internet.

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