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Jovens aceitam ser reinfectados pelo coronavírus — tudo em nome da ciência

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Você aceitaria ser reinfectado pelo coronavírus em nome da ciência? A decisão é difícil, uma vez que ainda é uma incógnita o motivo pelo qual as pessoas reagem de forma diferente à doença, que pode ser fatal. Alguns jovens estão dispostos a passar por isso para um melhor entendimento da COVID-19, seus tratamentos e vacinas.

No início deste mês, especialistas começaram estudos com pessoas jovens e saudáveis que aceitaram serem expostos ao coronavírus mais uma vez, depois de já terem se recuperado da doença. Cerca de 64 voluntários estão participando dos testes, todos com idades entre 18 e 30 anos, que irão passar 17 dias em uma unidade de quarentena em um hospital. Lá, eles irão passar por diversos testes, incluindo de pulmão

Os jovens serão reinfectados pela cepa original do SARS-CoV-2, descoberta na cidade chinesa de Wuhan, e todo o acompanhamento médico necessário será usado para cuidar da saúde dos participantes. Na primeira fase, os cientistas irão investigar se uma dose baixa do vírus consegue permanecer no organismo e começar a se replicar, mas provocando nenhum ou pouco sintoma.

<em>(Imagem: photocreo/Envato)</em>
(Imagem: photocreo/Envato)

Na segunda fase, que vai começar no fim do primeiro semestre, voluntários que receberam a dose do vírus e que desenvolveram sintomas receberão um tratamento com anticorpos para ajudar a lutar contra a infecção, sendo então liberados do estudo apenas quando não estiverem mais contagiosos.

Helen McShane, pesquisadora da Universidade de Oxford, conta que o estudo vai trazer respostas que outras pesquisas não trouxeram, pois, ao contrário da contaminação natural, ela será controlada. A cientista explica que, quando os participantes são reinfectados pelo vírus, é possível saber exatamente como o sistema imunológico reagiu à primeira infecção, além de como aconteceu a segunda contaminação e o quanto do coronavírus entrou no organismo.

A partir dos resultados, será possível desenvolver testes que poderão identificar se as pessoas estão protegidas ou não. Lawrence Young, professor da Universidade de Warwick, conta que as descobertas também irão melhorar o entendimento da dinâmica da infecção pelo vírus. "Assim como trazer informações valiosas para ajudar no atual desenvolvimento de vacinas e de terapias antivirais", completa.

Fonte: Canaltech

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