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Jovem poetisa negra causa sensação na posse de Biden nos Estados Unidos

·1 minuto de leitura
A poetisa americana Amanda Gorman na cerimônia de posse de Joe Biden em Washington, 20 de janeiro de 2021

Vestida de amarelo e com um enfeite vermelho na cabeça, a poetisa afro-americana Amanda Gorman empolgou o público nesta quarta-feira(20) durante a cerimônia de posse de Joe Biden, com seus versos clamando pela unidade dos Estados Unidos.

Com apenas 22 anos, a jovem de Los Angeles (Costa Oeste) recitou um poema de sua autoria, "The Hill We Climb" (a colina que subimos), uma referência ao Capitólio, a sede do Congresso que foi invadida por uma multidão de partidários do presidente em fim de mandato, o republicano Donald Trump, em 6 de janeiro.

Seu texto, escrito imediatamente após o ataque que deixou cinco mortos, menciona "uma força que destruirá nossa Nação, em vez de compartilhá-la". "Este esforço quase teve sucesso / mas embora a democracia possa ser atrasada às vezes, não pode ser reprimida permanentemente."

Com voz calma, ela entoava suas rimas, acompanhando-as com movimentos graciosos, sem deixar que transparecesse qualquer sinal de gagueira que, como Joe Biden, a afetou em sua infância. Foi para compensar essa dificuldade que Amanda começou a escrever.

A poetisa se descreve como "uma negra magrela, descendente de escravos, criada por uma mãe solteira", que se vê "recitando" em frente a um presidente.

Criança prodígio, Gorman ganhou seu primeiro prêmio de poesia aos 16 anos e foi reconhecida como a "melhor jovem poeta" do país três anos depois, enquanto estudava Sociologia na prestigiosa Universidade de Harvard.

Antes dela, cinco outros poetas, incluindo Robert Frost e Maya Angelou, compareceram às cerimônias de posse dos presidentes americanos, mas nenhum era tão jovem.

De acordo com a imprensa americana, seu nome foi sugerido aos organizadores da cerimônia por Jill Biden, esposa do agora 46º presidente, que compareceu a uma de suas leituras.

chp/vgr/llu/rs/jc/mvv