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Jornalistas sugerem ações para o YouTube combater desinformação na plataforma

·3 min de leitura

Agências de verificação de fatos de todo o mundo se uniram para pedir ao YouTube que tome medidas mais duras contra o uso da plataforma para espalhar desinformação. Uma carta aberta publicada pelo Poynter Institute, entidade sem fins lucrativos que reúne 80 organizações, foi enviada a CEO da plataforma Susan Wojcicki com sugestões de abordagens.

O documento apresentado lista uma série de teorias da conspiração, notícias falsas e boatos que tomaram a internet graças aos vídeos veículados no site pertencente ao Google. A ideia é ajudar no mapeamento dos assuntos mais delicados para que a companhia possa elaborar uma política mais sólida de intervenção e remoção de conteúdos problemáticos.

Agência de checagem de informações enviaram uma carta ao YouTube com sugestões de como combater as notícias falsas (Imagem: SAM-RIZ44/Unsplash)
Agência de checagem de informações enviaram uma carta ao YouTube com sugestões de como combater as notícias falsas (Imagem: SAM-RIZ44/Unsplash)

Uma das sugestões é firmar uma parceria com agências de checagem de fatos independentes e não partidas em todo o mundo para garantir a qualidade das informações. Dessa forma, sempre que uma novidade surgisse com tendência de alta na rede, seria possível acionar uma das empresas jornalísticas para conduzir a apuração.

Outra ideia é tomar medidas mais severas contra perfis reincidentes, fazer mais esforços em outros idiomas além do inglês e ampliar a parceria com instituições independentes para aumentar a abrangência das ações. Duas agências jornalísticas integram o Poynter: Aos Fatos e Lupa.

O que diz o YouTube

Em entrevista para o site Cnet, uma porta-voz do YouTube teria concordado com a importância da verificação de fatos, a qual classificou como uma "ferramenta crucial para ajudar os espectadores a tomar suas próprias decisões informadas". Apesar disso, ressaltou ser apenas uma "peça de um quebra-cabeça muito maior" no trabalho de combate à disseminação de mentiras.

A rede social alega ter investido forte em políticas para reduzir o alcance de desinformações, bem como na remoção de vídeos violadores das normas do site. A representante, que não foi identificada, garantiu que menos de 1% de todas as visualizações do site são de conteúdos falsos ou materiais contrários às boas práticas do serviço. "Estamos sempre procurando maneiras significativas de melhorar e continuaremos fortalecendo nosso trabalho com a comunidade de verificação de fatos", explicou.

Boatos e mentiras usam de vídeos no YouTube e em outras plataformas para serem espalhados (Imagem: Unsplash/Charles Deluvio)
Boatos e mentiras usam de vídeos no YouTube e em outras plataformas para serem espalhados (Imagem: Unsplash/Charles Deluvio)

Hoje, o YouTube acumula mais de 2 bilhões de visitantes mensais, embora não divulgue dados mais precisos, como a quantidade de acessos durante períodos eleitorais ou acontecimentos temáticos. Em setembro de 2021, a plataforma anunciou que começaria a banir mentiras sobre vacinas.

A luta contra boatos e fake news não é exclusiva do Google: Facebook, Twitter, Reddit, WhatsApp e outras ferramentas sociais também precisam lidar com a desinformação. A dificuldade é saber equilibrar os limites entre a liberdade de expressão e as informações que podem prejudicar outras pessoas. No caso da plataforma de vídeos, o fenômeno é antigo e envolve desde teorias conspiratórias até conteúdos sobre ódio, assédio, abuso, exploração infantil e violência.

A carta com as soluções propostas pode ser lida na íntegra (em inglês) no site da organização Poynter.

Fonte: Canaltech

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