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Jornalista Arthur Xexéo, falecido em junho, ganha placa em sua homenagem em Copacabana

·4 minuto de leitura

RIO — O jornalista, escritor e dramaturgo Arthur Xexéo, que morreu no fim de junho, ganha, neste sábado, uma placa no Bairro Peixoto, na Praça Edmundo Bitencourt. A cerimônia de descerramento da placa conta com a presença de Paulo Severo, com quem Xexéo foi casado por 30 anos, e do prefeito Eduardo Paes. Um dos principais representantes da imprensa cultural do país, Xexéo viveu boa parte de sua vida em Copacabana e faleceu, aos 69 anos, duas semanas após descobrir um linfoma e iniciar seu tratamento.

Para Paulo Severo, a homenagem é uma oportunidade de realizar uma despedida com os amigos, que não foi possível na ocasião do falecimento, por conta da pandemia:

— Os tempos não permitiram que a gente fizesse um velório e missa com público, por conta da pandemia, e agora, ao ar livre, de maneira mais segura, os amigos conseguiram se reunir para prestar essa homenagem. Ele morou aqui 40 anos e eu, 30 anos. No início da pandemia fomos para nossa casa de Vargem Grande. A saudade é enorme, passamos uma vida toda juntos. Agora ficam as boas lembranças. Ele cuidava de mim e eu cuidava dele — lembra.

O evento na praça revitalizada de Copacabana conta ainda com a presença da secretária de Conservação, Anna Laura Secco.

Jornalismo

Xexéo iniciou a carreira jornalística em 1975, como estagiário da editoria de Geral no Jornal do Brasil. Após trabalhar em redações de revistas em São Paulo, voltou para o JB em 1985, agora como subeditor do Caderno B, suplemento cultural do diário carioca.

Veio para O GLOBO em 2001 como editor do Rio Show e, dois anos depois, assumiu o Segundo Caderno. Um de seus desafios, na época, era privilegiar reportagens e entrevistas com apelo do que as notícias mais quentes. Outras de suas marcas foi valorização da crítica de cinema e teatro em um momento em que estes espaços escasseavam nos jornais.

Em 2010, ele deixou o cargo de editor e passou a se dedicar apenas a sua coluna no jornal, onde escrevia duas vezes por semana. Diariamente, conversava com Carlos Heitor Cony e Viviane Moss, na rádio CBN. Em 2015, ele se desligou do GLOBO, mas retornou como colunista um ano depois. Xexéo também foi comentarista da rádio CBN e do “Estúdio i”, do canal GloboNews.

Em suas colunas semanais, publicadas aos domingos no Segundo Caderno, Xexéo imortalizou expressões como os seus “17 leitores” e as inesquecíveis “fitas-banana”, como chamava as polêmicas que se estendiam por semanas nas colunas, sempre com participação ativa dos leitores. A referência vinha dos muitos nomes da fita crepe, ela própria motivo de intermináveis debates sobre sua denominação em diferentes regiões do país. O humor ácido, uma de suas maiores marcas, também se fazia presente nos textos, como nas premiações criadas ao longo do tempo, como o “Prêmio Zum de Besouro” (referência à música “Açaí”, de Djavan, oferecido a canções com letras herméticas), ou o autoexplicativo “Prêmio Mala do Ano”.

'Dramaturgo acidental'

Apaixonado por teatro, Xexéo costumava se classificar como um “dramaturgo acidental”. Suas peças homenageavam figuras da história cultural carioca. Em 2010, ele escreveu o musical “A garota do biquíni vermelho”, que reverenciava a vedete Sonia Mamede. Dirigida por Marília Pêra, a peça procurava recuperar a importância da atriz e humorista, além de cantora de sucessos como “Maria Chiquinha”. Com o espetáculo, Xexéo teve a experiência de se lançar como compositor, criando as letras e as melodias de duas canções presentes no musical.

Dois anos depois, o jornalista escreveu a peça “Nós sempre teremos Paris”. Com direção de Jacqueline Laurence, e tendo no elenco Françoise Forton e Aloísio de Abreu, a comédia romântica trazia pérolas conhecidas e outras nem tanto do cancioneiro francês do século XX. Ele também traduziu o espetáculo musical “Xanadu”, dirigido por Miguel Falabella; o espetáculo “Love Story, o musical”, dirigido por Tadeu Aguiar e escreveu os musicais “Cartola — O mundo é um moinho” e “Minha vida daria um bolero”. Já em 2019 fez a adaptação do musical “A cor purpura”, de Alice Walker, com direção de Tadeu Aguiar.

Xexéo narrou a vida de grandes damas da televisão em livros como “Janete Clair — A usineira dos sonhos” (1996), sobre a lendária autora de folhetins. Em 2017, ele publicou “Hebe: A biografia”, que conta toda a trajetória da irreverente apresentadora Hebe Camargo. Ele também lançou os livros “O torcedor acidental” (Rocco, 2010) e “Liberdade de expressão” (Futura, 2003), com Carlos Heitor Cony e Heródoto Barbeiro. Cinéfilo, ele comentou várias edições da transmissão do Oscar na TV Globo.

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