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Jornal publica estudos sobre impacto negativo do Instagram em adolescentes

·3 minuto de leitura

Parece que a rivalidade entre o Facebook e o Wall Street Journal já virou uma guerra. Após a rede social publicar um artigo que criticava a matéria do jornal por uma suposta descontextualização, agora o veículo noticioso resolveu dar o troco ao publicar todas pesquisas internas usadas para embasar sua reportagem.

Para você entender: o Facebook conduziu um estudo interno com usuários que revelou, entre outras coisas, que adolescentes se sentiam mais insatisfeitas com seus corpos por causa do Instagram. A reportagem do veículo de comunicação despertou a atenção de autoridades nos Estados Unidos, inclusive de parlamentares, que decidiram abrir uma investigação para apurar se a rede é omissa no tratamento desses problemas, dos quais teria conhecimento prévio.

Facebook fez anotações para tentar explicar os dados (Imagem: Reprodução/Facebook)
Facebook fez anotações para tentar explicar os dados (Imagem: Reprodução/Facebook)

A mídia social alegou que as descobertas foram tiradas do contexto e abordadas apenas com o lado negativo, quando o resultado, na verdade, teria sido que o uso do Instagram ajuda crianças e adolescentes a lidar melhor com problemas. Mas como o estrago já estava feito, o vice-presidente da empresa apenas esclareceu os pontos e decidiu suspender o projeto do Instagram Kids, voltado exclusivamente para menores de 12 anos.

Em uma tentativa de apaziguar os ânimos, a rede social disse ter fornecido cópias de dois relatórios ao Congresso dos Estados Unidos, com análises e contexto para auxiliar na interpretação de dados. Logo após, tornou tudo público para que as pessoas acessem e tirem suas próprias conclusões:

Análise de dados depende do enfoque

O Canaltech analisou as informações e, de fato, elas podem ter dois tipos de interpretação: uma analítica-positiva e uma positivista-negativa — baseada na análise crua dos dados. Na prática, a argumentação do Facebook faz sentido, já que a rede ajuda a identificar problemas relativamente comuns de adolescentes, como a relação conturbada com o corpo em mudanças, o uso de celebridades como motivação e os casos de bullying.

A rede admite problemas com a imagem corporal de adolescentes (Imagem: Reprodução/Facebook)
A rede admite problemas com a imagem corporal de adolescentes (Imagem: Reprodução/Facebook)

Por outro lado, embora as redes não sejam as únicas culpadas, os gatilhos desencadeados por elas podem ter efeitos nocivos ao potencializar problemas em um ambiente hostil, competitivo e nem sempre propício ao diálogo. O foco parece estar também na dificuldade de comunicação dos adolescentes com seus pais, responsáveis e adultos próximos, algo que o Instagram pouco contribui.

Uma das críticas do WSJ é focada nessa falta de ferramentas e ações que ajudem os pequenos a superar as adversidades. O artigo do Instagram fez parte de uma série chamada "The Facebook Files", cujo foco era usar os relatórios de pesquisa, discussões online com funcionários e rascunhos de apresentações da alta administração da companhia para comprovar prévio conhecimento dos problemas.

Estudos internos do Facebook

O jornal liberou todos os seus documentos usados para embasar a reportagem. São eles:

A plataforma de mídia social parece estar ciente dos impactos, que não são necessariamente causados pelo Instagram, mas ampliados pela estrutura da rede, com influenciadores com elevado poder de engajamento, adolescentes com dezenas de milhões de seguidores e pessoas com vidas luxuosas, distantes para do cotidiano da maioria.

Eles investem em ferramentas para tentar proporcionar uma experiência mais positiva na rede, mas não é possível afirmar se o resultado está acima, abaixo ou na margem esperada. Será que um novo tiro será dado pelo Facebook ou a rede hasteará a bandeira branca?

Fonte: Canaltech

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