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Jornal crítico ao governo da Nicarágua reduz pessoal após bloqueio de contas

·2 minuto de leitura
O jornal nicaraguense La Prensa foi obrigado a reduzir seu pessoal após ter suas contas bloqueadas (AFP/INTI OCON)

O diário La Prensa, conhecido por ser crítico ao governo de Daniel Ortega na Nicarágua, anunciou nesta quinta-feira (16) que foi obrigado a reduzir seu pessoal, pois suas contas bancárias foram congeladas após buscas em suas instalações e a detenção de seu diretor.

No dia 13 de agosto, a polícia realizou diligências nas instalações do diário La Prensa, o mais antigo da Nicarágua e o único que ainda circulava em versão impressa no país, com base em acusações de "fraude aduaneira e lavagem de dinheiro".

A intervenção policial aconteceu um dia depois que a publicação denunciou o "sequestro" por parte das autoridades alfandegárias do país de papel utilizado na produção do jornal e de equipamentos importados que são necessários para a sua operação.

"Trinta e três dias depois que as instalações da Editora La Prensa foram alvo de buscas e nosso diretor Juan Holmann foi detido, a empresa se deparou com a necessidade de fazer uma redução forçada de pessoal para poder sobreviver", informou a publicação em seu site.

A editora acrescentou que Holmann foi acusado "absurdamente" em 9 de setembro de lavagem de dinheiro, que as contas da empresa "foram congeladas" e suas instalações estão ocupadas, sem que haja "sinais de que a ditadura tem a intenção de devolvê-las a seus legítimos donos".

"Essa situação nos obrigou a tomar a dolorosa decisão de reduzir o nosso pessoal para operar apenas com quantidade suficiente para continuar informando a partir de nosso site e garantir a sobrevivência da empresa", explicou a editora.

Ortega acusa o La Prensa "de contribuir para a lavagem de dinheiro" e de realizar "outras atividades" alheias ao jornalismo, o que classificou como "um crime".

O La Prensa foi alvo de fechamento durante a ditadura dos Somoza (1937-1979), assim como do bombardeio de sus instalações e do assassinato de um de seus diretores, Pedro Joaquín Chamorro, esposo de Violeta Chamorro, que exerceu a Presidência do país entre 1990 e 1997.

O jornal também foi alvo da censura após a vitória da revolução sandinista em 1979, cujo governo foi presidido por Ortega nos anos 1980.

Com a volta de Ortega ao poder em 2007, o jornal enfrentou dois episódios de retenção de papel por parte do governo e, recentemente, as buscas policiais em suas instalações.

A Justiça da Nicarágua acusa três filhos de Chamorro de lavagem de dinheiro, entre eles Cristiana Chamorro, que está em prisão domiciliar e pretendia concorrer à Presidência nas eleições de 7 de novembro.

No total, 36 opositores, entre eles sete candidatos à Presidência, estão detidos desde junho sob a acusação de "conspiração" em prejuízo do Estado, enquanto muitos jornalistas independentes decidiram deixar o país pelo temor de serem presos.

Ortega, por sua vez, afirma que os opositores detidos são "terroristas" que preparavam um suposto golpe de Estado para as eleições de novembro, nas quais o mandatário buscará o quarto mandato consecutivo.

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