Mercado fechará em 3 h 27 min
  • BOVESPA

    110.625,11
    +1.781,37 (+1,64%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.589,15
    +31,50 (+0,06%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,45
    +0,16 (+0,23%)
     
  • OURO

    1.776,60
    +12,80 (+0,73%)
     
  • BTC-USD

    43.036,81
    -992,73 (-2,25%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.074,67
    +10,82 (+1,02%)
     
  • S&P500

    4.376,64
    +18,91 (+0,43%)
     
  • DOW JONES

    34.142,51
    +172,04 (+0,51%)
     
  • FTSE

    6.980,98
    +77,07 (+1,12%)
     
  • HANG SENG

    24.221,54
    +122,40 (+0,51%)
     
  • NIKKEI

    29.839,71
    -660,34 (-2,17%)
     
  • NASDAQ

    15.097,00
    +87,50 (+0,58%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2007
    -0,0440 (-0,70%)
     

'A Jornada de Vivo' vale pelas músicas mesmo com trama confusa

·2 minuto de leitura

FOLHAPRESS - Lin-Manuel Miranda parece surgir em todas as janelas e plataformas neste último ano e meio de pandemia, em versões filmadas de seus musicais e de outros ou em séries e animações, de Disney Plus a HBO Max e agora Netflix.

Neste último streaming, em "A Jornada de Vivo", desenho do qual é produtor executivo, além de compositor e letrista, ele dá voz ao personagem-título.

É um jupará, um pequeno mamífero que se distribui por grande parte da América Latina, inclusive pelo Brasil.

No caso, ele é cubano e aparece na primeira cena na Plaza Vieja de Havana, dividindo um quadro musical com seu dono, o compositor Andrés -este na voz de Juan de Marcos González, o mesmo do projeto Buena Vista Social Club, celebrizado no documentário de 1999.

Andrés morre pouco depois, sem se reencontrar com a cantora Marta, paixão de juventude que se mudara para os Estados Unidos décadas antes -esta na voz da cantora americana Gloria Stefan, natural em Havana.

No filme, a partir daí, Vivo tenta levar uma canção composta por Andrés, para Marta.

E Miranda busca novamente lançar uma ponte musical, sem entrar em conflitos políticos, entre Cuba e os EUA, entre extremos, mais uma vez.

Por mais de uma hora e meia, mostra-se uma trama bastante confusa para uma animação, com Vivo se unindo a uma sobrinha pré-adolescente de Andrés, enfrentando cobras e jacarés na Flórida, até alcançar seu intento.

Melhor concentrar-se na música, que traz uma inesperada renovação na produção de Miranda, em meio ao desgaste de sua excessiva exposição.

Deixando ao fundo o cenário geopolítico e o enredo muito remendado, são as novas canções que tornam "Vivo" significativo, muitas delas ressoando após o fim do filme.

Uma em especial, interpretada não pelo compositor, mas por uma artista trazida a primeiro plano por ele.

Ynairaly Simo, 13 anos, nova-iorquina de pais imigrantes da República Dominicana, faz a sobrinha Gabi, que canta "My Own Drum", rap que contrasta com as baladas e os ritmos latinos que o precedem e acaba aos poucos se integrando a eles.

Essa integração ou encontro, obviamente alegorizando Cuba e EUA, funciona muito mais na música do que na história de "Vivo".

Simo é um achado, assim como a canção. Miranda mantém sua tradição de dar palco a desempenhos exuberantes de outros atores, como em "Hamilton" e "In the Heights", este inclusive na versão brasileira, mas não dele próprio.

A JORNADA DE VIVO

Avaliação Bom

Quando Estreia na sexta (6)

Onde Netflix

Classificação Livre

Elenco Lin-Manuel Miranda, Zoe Saldana, Brian Tyree Henry

Direção Kirk De Micco e Brandon Jeffor

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos