Mercado fechado
  • BOVESPA

    120.061,99
    -871,79 (-0,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.867,62
    +338,65 (+0,70%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,09
    -0,26 (-0,42%)
     
  • OURO

    1.796,40
    +3,30 (+0,18%)
     
  • BTC-USD

    54.319,04
    -1.922,22 (-3,42%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.256,43
    -6,53 (-0,52%)
     
  • S&P500

    4.173,42
    +38,48 (+0,93%)
     
  • DOW JONES

    34.137,31
    +316,01 (+0,93%)
     
  • FTSE

    6.895,29
    +35,42 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.716,98
    +95,06 (+0,33%)
     
  • NIKKEI

    28.989,11
    +480,56 (+1,69%)
     
  • NASDAQ

    13.902,50
    -16,75 (-0,12%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7061
    +0,0041 (+0,06%)
     

Johnson & Johnson pede autorização de uso da vacina de dose única para Anvisa

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Na noite de quarta-feira (24), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido de uso emergencial da vacina da Janssen, o braço farmacêutico da Johnson & Johnson, contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Aplicada em uma única dose, esta fórmula contra a COVID-19 já foi aprovada de forma emergencial pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e nos Estados Unidos.

"A meta da Anvisa é fazer a análise do uso emergencial em até sete dias úteis, descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente de informações, a serem apresentadas pelo laboratório", afirma a agência reguladora, em nota. Caso a documentação enviada esteja completa e comprove sua segurança e eficácia, é possível que o Brasil aprove o quarto imunizante contra a COVID-19 nos próximos dias.

Anvisa começa análise para autorizar uso emergencial de vacina da Johnson & Johnson contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/Erika8213/Envato)
Anvisa começa análise para autorizar uso emergencial de vacina da Johnson & Johnson contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/Erika8213/Envato)

Anteriormente, a Anvisa aprovou de forma emergencial a vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan. Além dela, tanto a fórmula da Pfizer/BioNTech como a Covishield, conhecida como o imunizante de Oxoford/AstraZeneca, já receberam a autorização definitiva de uso no Brasil.

Processo de aprovação de vacinas pela Anvisa

Segundo a agência, as primeiras 24 horas são utilizadas para fazer uma triagem de todo o processo e verificar se os documentos necessários para a avaliação da Johnson & Johnson estão disponíveis. Caso faltem dados necessários para uma análise completa, a Anvisa deve solicitar informações adicionais diretamente ao laboratório.

"O prazo de sete dias úteis previsto para a análise não considera o tempo do processo em status de exigência técnica, que é quando o laboratório precisa responder questões técnicas feitas pela Agência dentro do processo", explica a Anvisa.

Para avaliar esse uso emergencial da vacina contra a COVID-19 no Brasil, a Anvisa irá verificar tanto os novos documentos apresentados pela Johnson & Johnson junto ao pedido quanto as informações já analisadas por meio da submissão contínua. Essa análise é feita por uma equipe multidisciplinar que envolve especialistas das áreas de registro, monitoramento e inspeção de imunizantes.

Vale lembrar que, caso o imunizante contra o coronavírus seja aprovado no Brasil, o Ministério da Saúde assinou um contrato com a farmacêutica, onde está previsto a entrega de 16,9 milhões de doses da vacina no terceiro trimestre deste ano.

Como funciona a vacina de dose única?

Durante os estudos clínicos de Fase 3, a vacina da Johnson & Johnson obteve uma taxa de eficácia estimada em 85% na prevenção de doenças graves. Além disso, a fórmula se demonstrou 100% eficaz na prevenção de hospitalizações e mortes 28 dias após os voluntários serem imunizados. Já a taxa geral de proteção — o que envolve casos moderados e leves — é de 66%.

Para a proteção, a vacina contra o coronavírus adota uma plataforma vetor viral não replicante. Em outras palavras, os cientistas adotam um adenovírus humano (Ad26) modificado para não se replicar mais. Tal adenovírus é editado para carregar a proteína spike do coronavírus. A partir desse fragmento de material genético do coronavírus nas células, o sistema imunológico do corpo aprende a identificar e combater o agente infeccioso. Estável, a fórmula pode ser armazenada em freezers comuns, entre 2 °C e 8 °C.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: