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John McAfee é preso por fraude e sonegação fiscal

Felipe Demartini
·3 minutos de leitura

John McAfee está preso, acusado de fraude e sonegação fiscal. Ele foi apreendido no domingo (4) na Espanha, enquanto tentava embarcar para a Turquia, e enfrenta agora um processo que pode o condenar a mais de 25 anos de prisão, bem como o obrigar a pagar uma multa de US$ 100 mil, caso as autoridades americanas confirmem que ele deixou de pagar impostos em um período de 2014 a 2018.

Enquanto o criador do antivírus que leva seu nome, mas com o qual ele não está mais associado há anos, aguarda sua extradição para os EUA, as autoridades do país liberaram detalhes de um indiciamento registrado em 15 de junho. Segundo o processo, McAfee deixou de declarar e pagar impostos relacionados a seus ganhos enquanto recebia milhões de dólares por trabalhos de consultoria, palestras, venda dos direitos sobre sua história para um documentário, ações de publicidade e investimentos em criptomoeda.

Esse último aspecto, inclusive, é pauta de outro processo levantado contra ele pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos nesta semana. Na ação, que não tem relação com a prisão de McAfee neste domingo, ele é acusado de esconder que recebia dividendos de uma oferta inicial de moedas realizada entre 2017 e 2018, quando finalmente veio à público revelar isso. De acordo com as informações das autoridades, sua parte no ICO seria de US$ 23 milhões, um montante que teria sido convertido em dinheiro pelo seu segurança, Jimmy Watson Jr., que também foi indiciado pelo caso.

Fora deste imbróglio, estão as cinco acusações de fraude e sonegação fiscal que levaram à apreensão de McAfee em um aeroporto de Barcelona, na Espanha. Os documentos revelados pelas autoridades dos EUA não revelam quanto McAfee está devendo, mas citam cinco indiciamentos, relacionados a cada ano que ele deixou de declarar e pagar seus impostos, além da multa.

Caso seja condenado à pena máxima por todas as acusações, McAfee pode enfrentar 26 anos de prisão, sendo cinco por cada um dos indiciamentos e mais um pelo crime de não ter submetido suas declarações de impostos. Após extradição para os EUA, que não tem data para acontecer, ele deve permanecer preso no país, aguardando julgamento que também não tem prazo para ser realizado.

Esta é apenas mais uma das polêmicas com as quais John McAfee se envolveu ao longo dos últimos anos. Apesar de o antivírus e suíte de produtos de segurança continuarem levando seu nome, ele não está mais envolvido com a empresa desde 2001, quando vendeu sua parcela de ações e seguiu com outros investimentos, como empresas farmacêuticas, propriedades luxuosas e incubadoras de startups voltadas para segurança corporativa e smartphones.

Enquanto isso, se acumulavam problemas legais como a suspeita de que ele havia matado um homem a tiros em Belize, em 2012, posse e fabricação de drogas, entrada ilegal na Guatemala e por dirigir embriagado. Ele concorreu às eleições presidenciais dos EUA em 2016, pelo partido independente Cyber, e chegou a anunciar sua intenção de pleitear ao cargo novamente em 2020, ainda que estivesse vivendo em um barco para, segundo ele, escapar de acusações relacionadas à evasão fiscal que, agora, o levaram à prisão e vieram a público.

Fonte: Canaltech

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