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Jogos Olímpicos de Tóquio: Vacinação de atletas brasileiros começa em seis cidades

·4 minuto de leitura

Os atletas que vão a Tóquio-2020 começaram a se vacinar nesta sexta-feira no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre e Belo Horizonte. Rio de Janeiro e São Paulo concentram quase 90% dos vacináveis. Ao todo, 1.814 credenciados para o evento – entre delegações, comissões técnicas, jornalistas e árbitros – foram incluídos no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização e receberão a vacina da Pfizer, com intervalo de 21 dias entre a primeira e a segunda doses, conforme bula da fabricante. Neste primeiro momento, estão usados imunizantes do estoque do Ministério da Saúde, uma vez que a doação do Comitê Olímpico Internacional (COI) ainda não chegou ao país. Assim que as doses chegarem, serão incorporadas ao estoque.

Um evento na Escola de Capacitação Física do Exército, na Urca, com a presença de autoridades como a do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, do Secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães, do Diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa, Major-Brigadeiro Isaias Carvalho, do Secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento, Bruno Souza, além do Presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Paulo Wanderley Teixeira, marcou o início da vacinação da chamada "Família Olímpica e Paralímpica".

Atletas das Forças Armadas, que já haviam sido incluídos em grupo prioritário antes mesmo da decisão do Ministério da Defesa de beneficiar todos os credenciados aos Jogos de Tóquio, estiveram nesta sexta-feira na Urca para receber a primeira dose da Pfizer. Caso de Ana Marcela Cunha (atleta da Marinha do Brasil), Larissa de Oliveira (Exército Brasileiro) e Marcus Vinícius D´Almeida (Força Aérea Brasileira). Rosângela Santos e os paralímpicos Caio Ribeiro e Michel Pessanha, entre outros, também tomaram a primeira dose. As seleções de vôlei que estão concentradas em Saquarema também foram imunizadas na manhã desta sexta-feira.

Trata-se de ação interministerial entre os Ministérios da Defesa, da Saúde e da Cidadania, em coordenação com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) permitirá a imunização de cerca de 1.800 pessoas, entre esportistas e credenciados que participarão dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio.

O prazo-limite para a aplicação da segunda dose em todos os integrantes dos Jogos de Tóquio-2020 é 21 de junho, a 15 dias do primeiro embarque para o Japão e a 33 da abertura da Olimpíada.

Outros países já vacinaram seus atletas ou o farão antes dos Jogos, como Estados Unidos, Israel, Alemanha, Hungria, México, Austrália, Bélgica, Reino Unido, China, Itália, Dinamarca, Nova Zelândia, Espanha, Irã, México, Índia, Malásia, Sérvia, Lituânia, Filipinas, Ucrânia, entre outros. O Japão ainda não oficializou a vacinação dos atletas, mas aceitará doação do COI e vacinar cerca de 2.500 atletas que vão disputar as Olimpíadas e as Paralimpíadas.

Resistência

Mesmo com esse forte movimento para a vacinação de grande parte dos envolvidos nos Jogos, ainda há resistência no Japão em relação à realização do evento. O Sindicato Nacional de Médicos do Japão apresentou ao governo nesta quinta-feira uma petição pedindo o cancelamento dos Jogos Olímpicos, previstos para o dia 23 de julho. O órgão teme a chegada de novas cepas do coronavírus.

– Para os atletas será duro, mas alguém tem que pedir o cancelamento dos Jogos. Por isso, pedimos isso. O governo tem uma importante missão, que é proteger a vida dos cidadãos e deve mostrar uma postura clara com relação a isso – disse um representante do sindicato, Naoto Ueyama.

O organizador da campanha "Stop Tokyo Olympics" Kenji Utsunomiya também entregou petição nesta sexta-feira, assinada por 350.000 pessoa, para os chefes dos comitês olímpicos e paralímpicos, bem como à governadora de Tóquio, Yuriko Koike, pedindo o cancelamento dos Jogos. Ele acredita que o evento só deve acontecer quando o Japão "puder receber visitantes e atletas de todo o coração".

– Não estamos nessa situação e, portanto, os Jogos devem ser cancelados", disse ele em entrevista coletiva. – Recursos médicos preciosos precisariam ser desviados para as Olimpíadas, se fosse realizada.

Alguns atletas japoneses de destaque também expressaram preocupação, incluindo o campeão de golfe Masters, Hideki Matsuyama, e a tenista feminina Naomi Osaka. O líder empresarial Masayoshi Son, chefe do SoftBank Group Corp, foi outro que engrossou o coro e disse que temia o que poderia acontecer se os Jogos fossem adiante.

Dezenas de cidades que deveriam receber atletas visitantes em eventos pré-Jogos cancelaram esses planos, dizendo que não podiam garantir assistência médica em meio a tensões no sistema de saúde.

Os especialistas japoneses estão chamando o atual momento da pandemia no país de quarta onda. O número de novos casos está acima de 5 mil por dia, cinco vezes mais do que se via há dois meses. Em todo o país, o Japão viu cerca de 656.000 casos confirmados, com 11.161 mortes.

Boa parte do país está em estado de emergência, incluindo Tóquio, Osaka, enquanto a vacinação ainda está engatinhando, com menos de 2% da população imunizada. Entre as novas áreas sob o estado de emergência está Hokkaido, onde acontecerá a maratona olímpica, depois de ter relatado um recorde de 712 novos casos de coronavírus nesta quinta-feira. O presidente do COI, Thomaz Bach, cancelou visita que faria ao país na próxima semana.