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Jogo de navegador destaca como a IA ainda falha ao reconhecer emoções humanas

Gustavo Minari
·3 minuto de leitura

Uma máquina com Inteligência Artificial é capaz de saber se você está feliz analisando apenas sua expressão facial? Será possível enganá-la com aquele “sorriso amarelo”? Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, criaram um jogo online para mostrar que, sim, os sistemas de reconhecimento de emoções humanas ainda são bastante falhos.

A tecnologia usada hoje para “identificar emoções” utiliza algoritmos de aprendizagem de máquina projetados para analisar os movimentos do rosto e associá-los a sentimentos como alegria, tristeza ou raiva. Apesar de ser amplamente usada em atividades de pesquisas de mercado, recrutamento pessoal e aeroportos, essa tecnologia levanta questões éticas sobre privacidade e preconceito.

“É uma forma de reconhecimento facial, mas vai além porque, em vez de apenas identificar as pessoas, afirma ler nossas emoções, nossos sentimentos internos, com base na aparência do nosso rosto”, disse a responsável pelo projeto, a doutora Alexa Hagerty.

No jogo online que está disponível no site emojify.info as pessoas podem experimentar o sistema de reconhecimento de emoções usando a própria câmera do computador. A ideia é tentar enganar a máquina fazendo caretas e ver como a tecnologia tem dificuldade em ler as expressões faciais com exatidão.

Jogo mostra com funciona tecnologia de reconhecimento emocional (Imagem: Reprodução/Emojify)
Jogo mostra com funciona tecnologia de reconhecimento emocional (Imagem: Reprodução/Emojify)

Jogo das emoções

O objetivo do jogo criado pelos pesquisadores é mostrar que uma pessoa não muda seu estado emocional de uma hora para outra como sugere o sistema de reconhecimento. Ela muda apenas a maneira como o seu rosto aparece diante da câmera.

Ao tentar enganar a máquina, fica claro que não é preciso muito esforço para que a Inteligência Artificial se confunda com um piscar de olhos ou um franzir de testa. Basta um olhar torto para que o sistema interprete como raiva, por exemplo.

Mudança de fisionomia "engana" Inteligência Artificial (Imagem: Reprodução/Emojify)
Mudança de fisionomia "engana" Inteligência Artificial (Imagem: Reprodução/Emojify)

“A afirmação das pessoas que estão desenvolvendo essa tecnologia é que ela está lendo emoções. Na realidade, o sistema estava lendo os movimentos faciais e combinando isso com a suposição de que esses movimentos estão ligados a emoções - por exemplo, um sorriso significa que alguém está feliz ou apenas fingindo um que está?”, pergunta a professora Hagerty.

Eficácia duvidosa

O debate sobre o uso de Inteligência Artificial para reconhecer emoções ultrapassa fronteiras. No ano passado a Comissão de Igualdade dos Direitos Humanos do Reino Unido, organização não governamental ligada às Nações Unidas, pediu que o uso de tecnologias de reconhecimento facial fosse abolido. Segundo a Comissão, a utilização destes dispositivos fere princípios de privacidade e liberdade de expressão, além de ter potencial para aumentar a discriminação policial.

Na Inglaterra, um estudo realizado pela Universidade de Essex sobre o sistema de reconhecimento facial usado pela polícia de Londres mostra um dado preocupante: a taxa de erro ultrapassa 81%. Os pesquisadores analisaram todos os casos onde o sistema de reconhecimento foi usado pela polícia para apreender pessoas desde a sua instalação, em 2016. Das 42 pessoas que foram identificadas pelo sistema, apenas oito estavam na lista de procurados da polícia.

Nos Estados Unidos, usar reconhecimento facial por parte de órgãos públicos é uma atividade que vem sendo alvo de duras críticas por parte de ativistas, políticos e cidadãos. Existem diversas pesquisas que já enfatizam os riscos de uma vigilância por meio de reconhecimento facial, incluindo um estudo do MIT que mostra que a tecnologia ainda é falha ao diferenciar rostos similares, em especial rostos femininos e de pessoas não brancas.

Você confiaria na opinião de uma máquina que analisa seu rosto e diz qual é o seu estado emocional? Comente.

Fonte: Canaltech

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