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Jogar videogame melhora tomada de decisões, tempo de reação e funções cerebrais

Um novo estudo indica que videogames podem ter uma influência positiva na capacidade e velocidade de tomar decisões e também na integração de algumas atividades cerebrais, como as sensoriais e motoras. Para avaliar as diferenças entre cérebros de entusiastas dos jogos e de não-jogadores, os cientistas utilizaram imagens de ressonância magnética funcional (fMRI) enquanto tarefas eram realizadas.

Jogos eletrônicos envolvem percepção e reação a uma grande série de estímulos, requerendo tomadas de decisão rápidas para a solução de problemas, o que pode explicar as habilidades mais apuradas dos jogadores. Na pesquisa, os participantes tiveram de realizar tarefas em que seu tempo de reação, tomada de decisões e atividade cerebral eram avaliados durante o imageamento.

Jogar melhora a tomada de decisões, o tempo de reação e algumas funções cerebrais, como a sensorio-motora (Imagem: Geanna8/Envato)
Jogar videogame melhora a tomada de decisões, o tempo de reação e algumas funções cerebrais, como a sensorio-motora (Imagem: Geanna8/Envato)

Vantagens de quem joga

Para o estudo, considerou-se que as pessoas que jogavam 5 horas ou mais por semana eram gamers, e menos do que isso, não-gamers. De 47 participantes, 28 jogavam video-game e 19 não tinham esse costume. Os resultados apontaram para uma vitória dos jogadores, que foram melhores na tomada de decisões, tinham um tempo de resposta menor e a atividade cerebral também era diferente.

No caso, foi avaliada a atividade cerebral em regiões envolvendo processamento cognitivo e sensorio-motor, relacionados à função mental e habilidade de correlacionar informações sensoriais com funções motoras, respectivamente. Com os resultados, os cientistas acreditam que os jogos eletrônicos podem ser usado para treinar a eficiência de tomada de decisão e em intervenções terapêuticas — isto é, após identificar as redes neurais relevantes.

Jogar ainda melhora os subprocessos cerebrais que realizamos para sensações, percepção e mapeamento de ações que podem melhorar as habilidades decisivas. O estudo, segundo os autores, começa a trazer luz à maneira com a qual os games alteram o cérebro para melhorar o desempenho na realização de tarefas e suas implicações no aumento da atividade específica à realização de tarefas.

Jogar pode ser utilizado em intervenções terapêuticas, segundo os autores do estudo (Imagem: Tirachard/Freepik)
Videogame pode ser utilizado em intervenções terapêuticas, segundo os autores do estudo (Imagem: Tirachard/Freepik)

E os benefícios práticos do videogame?

Das aplicações mais práticas do estudo, cientistas acreditam que os videogames podem ajudar jovens a ter sua visão de volta: o próprio autor do estudo, Tim Jordan era legalmente cego de um olho, mas após participar de um estudo onde teve de jogar enquanto seu outro olho era coberto, o processamento visual melhorou. Dando o crédito da melhora aos jogos, o pesquisador crê que há potencial de ajudar pacientes no desenvolvimento de habilidades em diversas áreas.

Os achados, apesar de empolgantes, têm suas limitações, no entanto — como o fato de que não foram avaliadas outras diferenças cognitivas que pudessem ter afetado os resultados além dos videogames. Estudos futuros devem investigar questões como essa mais a fundo, mas os primeiros passos na área já foram dados. O estudo foi publicado na revista científica Neuroimage: Reports.

Fonte: Canaltech

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