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Joe Biden: "Serei presidente de todos os americanos"

Colaboradores Yahoo Notícias
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Joe Biden se manifestou pela primeira vez após ser considerado 46º presidente dos Estados Unidos. Em seu perfil no Twitter, o democrata atualizou a descrição para “presidente eleito” e disse que governará para “todos os americanos”, inclusive quem votou em Donald Trump.

“Estados Unidos, estou honrado por vocês terem me escolhido para liderar nosso grande país. O trabalho que temos pela frente será árduo, mas prometo a vocês o seguinte: serei um presidente para todos os americanos - vocês tendo votado em mim ou não. Vou manter a fé que vocês colocaram em mim”, tuitou.

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O candidato do partido Democrata, que foi vice-presidente durante toda a gestão de Barack Obama, venceu de acordo com as projeções feitas por especialistas e agências.

Em decorrência do sistema de votação, o resultado oficial, após apuradas todas as urnas, pode levar dias — e até semanas ou meses — ser divulgado.

Biden foi o candidato mais votado à presidência em toda a história dos EUA, em um pleito que mesmo antes de acabar já havia se tornado histórico. Por conta do sistema de votos por correios, houve demora e muita mudança nas apurações. Destaque para os estados da Pensilvânia, Arizona e Georgia, onde resultados apertadíssimos acabaram decidindo o resultado.

Ao longo da semana, Biden teve comportamento bem diferente de seu adversário derrotado, Donald Trump. Enquanto o republicano passou dias tentando falar sobre uma fraude da qual não apresentou uma prova sequer, o democrata fez discursos calmos e pedindo calma à população.

A contagem de votos por correio é mais demorada do que a de cédulas preenchidas presencialmente, em seções eleitorais. Além disso, alguns Estados, como a Pensilvânia, permitem a chegada de votos via correio por uma semana após o fechamento das urnas.

Quase 70% dos votos antecipados foram dados pelo correio. A pandemia de Covid-19 explica porque tantos eleitores optaram por esse meio para fazer sua escolha. Os EUA vivem sua terceira onda de infecções — com o registro de cerca de 500 mil novos casos apenas na última semana —, e estão na liderança dos países com mais mortes em números absolutos, superando a marca das 230 mil vítimas fatais.

Nos últimos meses, o sistema eleitoral por carta se tornou alvo de duras críticas de seu adversário derrotado que, em desvantagem de cerca de nove pontos percentuais nas pesquisas nacionais, disse que a votação via correio abre brechas para fraudes.

Em meio aos questionamentos, Trump deu sinais de que não estaria disposto a aceitar rapidamente uma eventual derrota. "Queremos ter certeza de que a eleição será limpa, e eu não tenho certeza de que ela será", afirmou o presidente, agora candidato derrotado, a repórteres no fim de setembro.

O atual presidente perderá a imunidade contra processos criminais conferida pelo cargo, se deparando com uma situação financeira complexa e várias investigações sobre seus negócios e atos passados.