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Joe Biden eleito: o que esperar sobre equidade racial?

Redação Notícias
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(AP Photo/Carolyn Kaster, File)
(AP Photo/Carolyn Kaster, File)

Joe Biden será o 46º presidente dos Estados Unidos. O candidato do partido Democrata, que foi vice-presidente durante toda a gestão de Barack Obama, venceu de acordo com as projeções feitas por especialistas e agências. Por conta do sistema de votação, o resultado oficial, após apuradas todas as urnas, pode levar dias — e até semanas ou meses — ser divulgado.

Veja o que esperar de Biden sobre equidade racial

A corrida pela Casa Branca ocorre em um ano em que os EUA foram marcados por uma onda de protestos contra o racismo. Embora o gatilho para as manifestações tenha sido o assassinato de George Floyd, um episódio terrível do histórico de violência policial contra negros, os atos ganharam novas pautas, expuseram a desigualdade racial como um problema estrutural dos EUA e, como era de se esperar, alcançaram a disputa entre Biden e Trump.

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O contexto foi decisivo, inclusive, para a formação da chapa democrata, visto que o partido escolheu Kamala Harris, uma mulher negra, para ser vice de Biden --também como uma tentativa de conquistar o voto de mulheres e negros, fatia importante do eleitorado.

Apesar de serem minoria, negros americanos morrem mais em ações policiais, têm renda menor, aparecem em maior proporção entre os desempregados e a população carcerária e também são vítimas mais frequentes da Covid-19.

Biden, que foi vice do primeiro presidente negro da história do país, promete tratar como prioridade a agenda dedicada a lidar com "os custos trágicos do racismo estrutural".

Segundo seu plano de governo, isso significa, entre outras medidas, tratar a desigualdade em suas raízes por meio do aumento de investimentos em programas de empreendedorismo negro, moradia popular, acesso a educação superior e infraestrutura de comunidades tradicionalmente negras.

Da FOLHAPRESS