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Joe Biden eleito: o que esperar sobre economia?

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
(AP Photo/Carolyn Kaster)
(AP Photo/Carolyn Kaster)

Joe Biden será o 46º presidente dos Estados Unidos. O candidato do partido Democrata, que foi vice-presidente durante toda a gestão de Barack Obama, venceu de acordo com as projeções feitas por especialistas e agências. Por conta do sistema de votação, o resultado oficial, após apuradas todas as urnas, pode levar dias — e até semanas ou meses — ser divulgado.

Veja o que esperar de Biden sobre economia

Mais de 11 milhões de pessoas estão sem trabalho nos EUA, número que equivale a uma taxa de desemprego de 6,9%, de acordo com dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (6).

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Grande parte desse número é efeito da pandemia de coronavírus, que arrastou o país para a pior crise econômica de sua história desde a Grande Depressão.

Antes da Covid-19, os americanos viviam um bom momento econômico, e Trump dava sinais de que tentaria usar a fase de bonança como trunfo político. Com a mudança de cenário, os eleitores desviaram o foco para outros temas, especialmente a crise sanitária.

A estratégia de Biden para reerguer a economia está refletida em seu slogan de campanha -"build back better", algo como "reconstruir melhor". Em seu conjunto de propostas, o democrata afirma que não pode resolver a crise nos empregos sem resolver a crise na saúde. "Trump pode ter esquecido a Covid, mas a Covid não nos esqueceu", diz.

Entre suas promessas, o presidente eleito lista incentivos à inovação e à engenhosidade dos americanos como caminhos para construir "uma infraestrutura moderna" e um "futuro de energia limpa".

O democrata também propõe ajudar pequenos empreendedores ao mesmo tempo em que "exige mais" de grandes corporações --o plano é reverter benefícios fiscais concedidos por Trump a grandes empresários.

Segundo o plano de Biden, a agenda racial também precisa estar no centro das questões econômicas e ser "uma prioridade por si só". Como presidente, diz que vai expandir os investimentos em empresários e comunidades negros, latinos e indígenas.

Da FOLHAPRESS