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Jeffrey Epstein: quem é o bilionário acusado de pedofilia que virou série da Netflix

Jeffrey Epstein é o personagem principal de uma série documental da Netflix que estreou na última semana: ‘Jeffrey Epstein: Poder e Perversão’. Morto em agosto de 2019, o bilionário norte-americano que fez fama como empresário nos mais diversos setores dos Estados Unidos encerrou sua história respondendo à acusação de pedofilia e tráfico de menores.

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O empresário foi preso em junho de 2019, acusado de "explorar e abusar sexualmente de dezenas de meninas menores de idade em suas residências de Manhattan, Nova York e de Palm Beach, Flórida, entre outros lugares", afirmou a acusação.

Ele convidava as meninas a sua mansão, onde tinham relações sexuais, e "em seguida pagava às vítimas centenas de dólares em dinheiro". "Também pagava mais para algumas de suas vítimas recrutarem outras meninas para serem abusadas", de acordo com a acusação.

"Epstein estava muito consciente de que diversas de suas vítimas eram menores de idade e, não surpreendentemente, algumas das meninas que Epstein teria vitimado eram especialmente vulneráveis à exploração", disse o procurador do distrito sul de Nova York, Geoffrey Berman, em entrevista coletiva.

O empresário ficou famoso frequentando festas de classe alta com amigos como o presidente dos EUA, Donald Trump, o ex-presidente Bill Clinton e o príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II da Inglaterra.

Vítimas

Sarah Ransome é uma das mulheres que testemunharam contra Epstein, muito antes de o empresário ser preso. Ela diz que fugiu de uma “Ilha de Pedófilos” controlada por Epstein e seus amigos nadando em um mar repleto de tubarões quando tinha 22 anos.

"Hoje estamos juntas. Não continuarei sendo uma vítima nem permanecerei em silêncio por um dia sequer", disse a atriz Anouska De Georgiou, que garante ter sido abusada sexualmente por Epstein.

"Me sinto muito enojada e triste porque jamais será feita a justiça neste caso", declarou Courtney Wild, outra das vítimas, que chamou Epstein de "covarde" durante seu julgamento em Nova York em 2019.

Personalidade

Antes das acusações de pedofilia, Epstein era conhecido apenas como um empresário excêntrico que alimentava opiniões e projetos pessoais considerados, no mínimo, bizarros. Ele dizia que queria congelar o cérebro a fim de apoiar estudos de eugenia. O magnata era descrito por ao menos um cientista que trabalhou com ele como um “impostor intelectual”.

Morte

Após semanas preso, em julho, Epstein foi encontrado desacordado e com marcas no pescoço após o que parece ter sido uma tentativa de suicídio dentro de sua cela na prisão. Um mês depois, o ex-empresário foi encontrado morto em sua cela, aos 66 anos. A necropsia confirmou que ele se enforcou.

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