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Jeffrey Epstein: o que fotos inéditas revelam no caso de abusos de menores

·4 min de leitura
Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell em um evento em 1995
Epstein e Maxwell eram sócios e namorados

Os promotores do caso de Ghislaine Maxwell, ex-namorada e sócia de Jeffrey Epstein, apresentaram no julgamento da socialite fotos nunca antes vistas que ligam as ações de Maxwell aos crimes cometidos pelo milionário americano.

Amigo de empresários e artistas famosos, Epstein foi acusado de abuso sexual de menores em 2019 e pouco tempos depois foi encontrado morto em sua cela em uma prisão em Nova York.

Maxwell, sua ex-namorada, é acusada de agenciar meninas menores de idades para Epstein entre 1994 e 2004. Ela se declara inocente da acusação de tráfico sexual e outros sete crimes. Maxwell - que tem cidadania britânica, americana e francesa - está em uma prisão nos Estados Unidos desde o ano passado. Ela tem 59 anos e pode pegar até 80 anos de prisão se for condenada.

Foto de um banheiro com um retrato de uma mulher pendurado na parede de mármore
Um retrato de Ghislaine Maxwell pendurado no banheiro da casa de Epstein na Flórida

A morte de Epstein foi oficialmente considerada suicídio, mas a defesa do milionário levantou dúvidas sobre a causa de morte declarada como oficial. Algumas semanas antes, ele havia sido encontrado com feridas no pescoço após ser atacado em sua cela.

Depois disso, a prisão afirmou que um guarda checaria sua cela a cada 30 minutos, mas esse procedimento não foi seguido na noite de sua morte.

Os promotores que fazem a acusação de Maxwell apresentaram as fotos inéditas quando uma testemunha afirmou que a socialite agendou "massagens" pagas para Epstein que acabaram em relações sexuais.

Os promotores chamaram Maxwell e Epstein de "cúmplices", apresentando documentos que mostram transferências de mais de US$ 30 milhões dele para ela.

Outros materiais apreendidos pelo FBI durante uma operação na casa do milionário em 2019 também foram apresentados no julgamento.

Entre elas estão fotos de duas das vítimas que fazem acusações contra Maxwell em várias situações de nudez e em diversas partes da mansão de Epstein. Também há várias fotos da dupla juntos, se abraçando ou em situações de intimidade.

Casa de Jeffrey Epstein na Florida, uma grande mansão com palmeiras no pátio
Jeffrey Epstein tinha propriedades em diversos estados americanos

A polícia encontrou também uma foto emoldurada sobre uma mesa que mostra o casal se beijando e um retrato ilustrado de Maxwell pendurado na parede de um banheiro na casa do milionário.

Um panfleto de "procura-se massoterapeutas" também foi incluído no acervo de provas.

'Interesses mútuos'

O tribunal também ouviu a leitura de um documento registrado com o nome de Maxwell - e encontrado em um disco rígido na casa de Epstein - que diz que os dois "raramente estavam separados".

"Jeffrey e Ghislaine compartilham muitos interesses mútuos e se divertem muito juntos", escreveu o autor do texto. "Além de parceiros, também são melhores amigos."

Uma mulher chamada Carolyn - agora com cerca de 30 anos - alegou que teve vários encontros sexuais com Epstein dos 14 aos 18 anos.

Carolyn disse ter sido apresentada à dupla rica por Virginia Roberts (agora Giuffre), uma das vítimas de Epstein que mais falaram publicamente.

Carolyn declarou que abandonou a escola depois da sétima série e que precisava de dinheiro.

Um cômodo da mansão de Epstein com cadeiras e mesas
Os momentos em que as menores eram pagas para fazer sexo aconteciam na casa de Epstein, disse uma vítima

De acordo com seu depoimento, em sua primeira visita à casa de Epstein na Flórida, as duas garotas participaram de uma massagem que terminou com Roberts fazendo sexo com o anfitrião enquanto Carolyn assistia.

Ela alegou que Maxwell pagou US$ 300 a ela nesse dia e pegou seu número, mais tarde dizendo que ela tinha "um grande corpo para Epstein e seus amigos".

Carolyn disse ao tribunal que voltou para a casa mais de cem vezes, às vezes três visitas por semana, até completar 18 anos. "Algo sexual acontecia todas as vezes", disse ela.

Ela afirmou que Maxwell costumava recebê-la ou dizer onde Epstein estaria. Carolyn afirmou que, como não conseguia pronunciar o primeiro nome de sua anfitriã, ela a chamava pelo sobrenome.

Maxwell fazia os pagamentos, acrescentou Carolyn, e pagava mais nas ocasiões em que a jovem levava amigas com ela. Ela afirmou também que os dois adultos sabiam que ela era muito jovem.

A mulher também afirmou que recebeu um convite para visitar a ilha particular de Epstein quando tinha 14 anos, mas recusou porque não tinha passaporte e sua mãe não a deixaria ir.

Carolyn disse que teve um filho e voltou a visitar Epstein. "Ele me perguntou se eu tinha amigas mais jovens e eu disse que não. E foi então que percebi que estava muito velha", disse ela.

Os advogados de defesa de Maxwell disseram que ela está sendo usada como bode expiatório pelos crimes de Epstein.

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