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JBS antecipa para 2025 meta de desmatamento ilegal zero para quatro biomas

·1 minuto de leitura
Floresta desmatada em Porto Velho, Rondônia, Brasil.

Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) - A JBS, segunda maior empresa de alimentos do mundo, anunciou nesta quarta-feira que antecipou de 2030 para 2025 sua meta de desmatamento ilegal zero para a cadeia de fornecimento de bovinos, incluindo os fornecedores terceiros, nos biomas Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga, mesmo prazo já estabelecido para a Amazônia.

Segundo a companhia, a antecipação se deve ao avanço da Plataforma Pecuária Transparente, que estende o monitoramento aos "fornecedores dos fornecedores de gado", com uso de tecnologia blockchain.

"Fomos surpreendidos positivamente", disse à Reuters o diretor de Sustentabilidade da JBS, Márcio Nappo, sobre a adesão da plataforma de monitoramento entre os pecuaristas.

Ele afirmou que a adesão foi positiva tanto na Amazônia quanto nos demais biomas, permitindo avançar no monitoramento das fazendas, inclusive de fornecedores terceiros, em uma velocidade mais rápida do que se esperava inicialmente.

"Estamos em um momento maduro da cadeia de valor, de fornecimento... O pecuarista entendeu que ele precisa respeitar a regularização ambiental e fazer negócio com um mercado mais amplo", afirmou ele.

Nappo ressaltou que não vê a sustentabilidade como um diferencial de competitividade, "mas claro que quem não atender essa agenda ESG (sigla em inglês para ambiental​, social e governança) vai ter cada vez mais dificuldade de colocar seu produto no mercado".

Ele também disse que, até 2025, a companhia deve se empenhar em auxiliar os pecuaristas na resolução de passivos ambientais, por meio da assistência técnica prestada pelos "Escritórios Verdes".

"Os avanços na cadeia de fornecimento se alinham ao Compromisso Net Zero 2040, anunciado pela JBS em março deste ano", reforçou a empresa.

Nesta quarta-feira, a concorrente BRF anunciou medida semelhante, com o compromisso de zerar suas emissões líquidas de carbono até 2040.

(Por Nayara Figueiredo)

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